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Foco no debate da Previdência e novo presidente do BNDES

Com agenda bem fraca hoje, atenções se voltam para o debate na comissão especial da reforma previdenciária.

Opinião do Analista / 11:37 - 18 de Jun de 2019

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Bom dia.

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Foco no debate da Previdência e novo presidente do BNDES - Com agenda bem fraca hoje, somente com a divulgação do IGP-M, que subiu 0,75% na segunda prévia de junho, decorrente da alta dos custos no setor agropecuário, as atenções se voltam para o debate na comissão especial da reforma da Previdência, a partir das 9 horas e a nomeação de Gustavo Montezano para a Presidência do BNDES. Montezano era secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, que terá a missão de acelerar os desinvestimentos, para devolver recursos ao Tesouro, e abrir a chamada "caixa preta" do BNDES.

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Draghi sinaliza estímulos na Europa - O presidente do BCE disse em uma conferência do banco que pode lançar mão de estímulos já na próxima reunião de política monetária da instituição, para combater a desaceleração na atividade, acentuada pelas disputas comerciais. A inflação europeia divulgada hoje apenas reforça esse cenário, com o CPI de maio recuando a 1,2%, de 1,7%, abaixo da meta do BCE, que é um patamar próximo, mas abaixo de 2%. O impacto do pronunciamento de Draghi é um recuo do euro e dos yields dos títulos soberanos dos países da região, além de um avanço proeminente das Bolsas locais, a despeito da forte piora observada no índice Zew de expectativa, na Alemanha. Na Ásia, sem novidades relevantes, o pregão não teve uma direção definida, com a Bolsa do Japão pressionada, mas o índice da Bolsa de Hong Kong fechando em alta de 1,0%. Nos EUA, as Bolsas devem abrir no azul no primeiro dia de reunião do Fomc, cujo comunicado de amanhã é bastante esperado pelo mercado, que aguarda uma sinalização mais clara de um corte de juros em julho. O mercado precifica uma chance de 25% de corte amanhã e quase 90% de chance de um corte em julho. Na agenda, dados do mercado imobiliário, ainda antes da abertura.

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Atividade da Vale (VALE3) é suspensa - O processamento de níquel da usina de Onça Puma, no estado do Pará foi suspenso, em razão de uma ação judicial movida pelo Ministério Público Federal e pela Funai, que se arrasta desde setembro de 2017. Agora, o desembargador do TRF determinou a suspensão da transformação do minério na usina. A extração está paralisada desde o início do processo. A mineradora vai recorrer e destaca que já possui sete laudos, realizados por peritos nomeados pelo próprio "juiz federal competente". O negócio de níquel representou cerca de 8% do Ebitda ajustado da Vale em 2018, entretanto, a unidade de Onça Puma foi pouco relevante, com uma contribuição de menos de 1% no período.

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Cenário nebuloso para Braskem (BRKM5) - Ontem, a Odebrecht, detentora de 38,3% do capital total da petroquímica e de 50,1% do capital votante, pediu recuperação judicial. O processo é o maior da história e envolve R$ 98,5 bilhões em dívidas da ODB e algumas de suas controladas. A Braskem, não está inclusa, entretanto, as ações da companhia detidas pela ODB foram entregues como garantia a um grupo de credores. Por isso, o grupo também solicitou à justiça a proteção de sua participação, de forma a impossibilitar a execução de garantia até o fim do processo. A Odebrecht alega que a petroquímica é essencial para sua recuperação, respondendo por quase 80% da receita bruta atualmente. Logo, ainda que o processo não afete diretamente as atividades da Braskem, que segue com situação financeira saudável, as ações da companhia devem reagir de forma negativa, tendo em vista as inúmeras incertezas, inclusive no que tange a mudança ou manutenção do atual controle acionário.

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JCP da Telefônica Brasil (VIVT4) - Será distribuído o valor líquido de R$ 0,5026 por ação preferencial e R$ 0,4569 por ação ordinária, o equivalente a um yield de 1% em ambos os casos. Os papéis ficarão ex no próximo dia 1° de julho e o pagamento deve ser realizado até o final de 2020.

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Bradesco (BBDC4) anuncia JCP - O banco vai pagar R$ 0,1466 por ON e R$ 0,1613 por PN para os acionistas posicionados ao final do último pregão desse mês, dia 28. Os papéis voltam no dia 1º já ex-JCP. Pagamento será em 15 de julho e o yield é de apenas 0,44%, considerando o fechamento de ontem das PNs.

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Odontoprev (ODPV3) distribuirá proventos - A companhia aprovou o pagamento de JCP, no valor já líquido de R$ 0,0254 por ação. As ações ficarão ex-JCP a partir do dia 24, com o pagamento ocorrendo em 3 de julho. O yield da operação é de apenas 0,14%.

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Bons negócios!

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