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Firjan: acordo Mercosul–UE é marco no comércio internacional

O Acesso a Mercados de Bens não implica uma abertura imediata.

Negócios Internacionais / 17:57 - 08 de Jul de 2019

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro considera a assinatura do Acordo Comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 28/6, em Bruxelas, um importante marco para o comércio internacional, ao criar uma das maiores áreas globais de livre comércio. Os dois blocos econômicos têm PIB que soma cerca de US$ 20 trilhões – 25% do PIB mundial – e que representa um mercado de aproximadamente 780 milhões de consumidores. O texto é o mais amplo e o de maior complexidade já negociado pelo Mercosul, confirmando o interesse de seus integrantes em avançar no processo de abertura comercial.

As negociações incluíram temas relevantes ao comércio exterior: medidas tarifárias e não tarifárias, englobando serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas e regras de origem. O Acesso a Mercados de Bens não implica uma abertura imediata. Em Bens Industriais, a União Europeia vai reduzir a zero as tarifas de cerca de 100% do comércio em 10 anos. Sendo que para 80% das exportações do Mercosul a liberalização é imediata. Já o Mercosul liberaliza em torno de 90% do comércio, além de obter prazos mais amplos, de até 15 anos, para reduzir de forma gradual as tarifas de setores sensíveis.

Mas não haverá uma abertura sem contenção. O acordo prevê mecanismos para evitar fraudes aduaneiras e, em matéria de origem, estabelece mecanismos de salvaguardas bilaterais, que permitem suspender temporariamente as preferências tarifárias ou reduzi-las, em caso de ameaça ou dano grave, além de implementar mecanismo de Solução de Controvérsias.

São também temas de interesse do setor industrial: agilidade nas operações de comércio exterior, interoperabilidade de portais únicos e reconhecimento mútuo dos programas de Operadores Econômicos Autorizados, que atendem a uma maior facilitação do comércio e redução de custos. No âmbito do setor automotivo, determinou-se a aceitação mútua de testes para avaliação da conformidade, de modo a evitar a dupla testagem.

As regras de origem foram flexibilizadas para atender à lógica atual das cadeias globais de valor, que se impõe cada vez mais à produção do setor industrial.

Todos esses resultados não são imediatos. A vertente econômica do acordo poderá entrar em vigor provisoriamente, após aprovação pelo Parlamento Europeu e ratificação pelos integrantes do Mercosul. Já a vertente política, que abrange o fortalecimento da cooperação em áreas estratégicas (ciência, tecnologia e inovação, defesa, infraestrutura, meio ambiente e energia, segurança cibernética, educação, direitos do consumidor e combate ao terrorismo), dependerá também da ratificação por parte de cada um dos integrantes da União Europeia e do Mercosul.

Embora toda a análise de impacto do acordo dependa ainda da divulgação do texto completo e das concessões, é grande o otimismo para a retomada econômica do Brasil e, em especial, do Rio de Janeiro. A ampliação das oportunidades comerciais e a melhoria no ambiente de negócios facilitarão a atração de investimentos do exterior para o mercado brasileiro.

O Ministério da Economia já prevê que o Acordo Mercosul-União Europeia, em 15 anos, permitirá um incremento entre US$ 87,5 bilhões e US$ 125 bilhões no PIB brasileiro. Um aumento dos investimentos na ordem de US$ 113 bilhões, e uma elevação das exportações para a União Europeia de US$ 100 bilhões também são esperadas.

 

Compradores de 8 países na Febrava

Empresas da África do Sul, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Emirados Árabes, México e Paraguai, participarão entre os dias 10 a 14 de setembro, da Rodada Internacional de Negócios 2019 promovida pelo Programa Abrava Exporta, projeto de parceria entre a Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O evento tem como objetivo fomentar negócios através de reuniões diretas entre potenciais compradores internacionais, demandantes dos produtos do setor HVAC-R e empresas nacionais, para o conhecimento do potencial tecnológico das empresas brasileiras e estreitamento de relações para futuras transações comerciais.

Segundo a gestora do Programa Abrava Exporta, Leila Vasconcellos, “as rodadas internacionais realizadas desde 2005 têm trazido importantes negócios para as empresas brasileiras dos setores que a Abrava representa, além da internacionalização destas, contribuindo para o aumento das exportações e inserção de seus produtos no mercado internacional”.

Para a edição de 2019, o Programa possibilitará a vinda de 10 empresas, representando potenciais compradores internacionais, incluindo-se importadores, empresas de engenharia e distribuidores. Para a arregimentação dos compradores, o Programa Abrava Exporta deverá levar em conta os produtos das empresas brasileiras para convidar compradores específicos, aproximando a oferta do setor à demanda dos outros países. As reuniões serão realizadas em salas individuais, com horários pré-agendados e com o suporte técnico da equipe do Programa Abrava Exporta que acompanhará as agendas de cada empresa.

As inscrições estão abertas, através do e-mail: abravaexporta@abrava.com.br, ou pelo site: www.abravaexporta.com.br

 

Plataforma By Brasil oferece estudos sobre Portugal

A economia portuguesa vem se expandindo nos últimos anos em função do aumento da demanda interna; com isso, o país alcançou o seu maior crescimento da década em 2017 (2,7%), e em 2018 expandiu 2,3%, de acordo com as estimativas do FMI. Desde o ano de 2014, o país vem se recuperando das consecutivas retrações acontecidas nos anos de 2012 e 2013, que acabaram influenciando na economia.

Essas, entre outras informações, estão disponíveis na Plataforma de Inteligência no site do By Brasil, Components, Machinery andChemicals – ação de incentivo às exportações realizada pela Assintecal e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contando com parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

No ano de 2017, Portugal apresentou uma taxa de 2,7% de crescimento do PIB. Já as previsões para os anos de 2018 e 2019 é que o país continue crescendo, a taxas de 2,3% e 1,8%, respectivamente. Além disso, a tendência é que o Brasil volte a superar o crescimento português a partir de 2019. A inflação no país continua a baixos patamares, tendo alcançado em 2017 um percentual de 1,4%. Já para os anos de 2018 e 2019, a taxa pode alcançar índices que girem em torno de 1,0% e 1,5%, respectivamente.

A taxa de desemprego em Portugal segue uma tendência de queda desde o ano de 2013. No ano de 2017, registrou seu mais baixo patamar no período 2012-2017, de 9,0%.A tendência para 2018 é que a taxa diminua para 7,7%, embora possa voltar a registrar 8,5% em 2019.

No ano de 2017, o país exportou 83.4 milhões de pares de calçados, produziu 82.2 milhões de pares, importou 58.2 milhões de pares e apresentou um consumo de 57 milhões de pares.

Mais informações: www.apexbrasil.com.br

 

Produção da indústria eletroeletrônica cai 2,9%

A produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 2,9% nos primeiros cinco meses deste ano em relação a igual período de 2018. É o que demonstram os dados divulgados pelo IBGE agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O resultado foi motivado pelas quedas de 8,1% na produção de bens eletrônicos. A área elétrica teve crescimento de 2,4%. Na avaliação do presidente da Abinee, Humberto Barbato, mais uma vez os números acendem um sinal de alerta sobre o desempenho do setor produtivo. “A essa altura do ano, já esperávamos um ambiente mais seguro e com maior previsibilidade para reverter o quadro de retração e falta de confiança na indústria”, afirmou.

No mês de maio de 2019, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico cresceu 10,7% em relação a maio do ano passado, com alta de 16,4% na área elétrica e de 5% na eletrônica. Entretanto, este resultado está influenciado por uma base de comparação fortemente prejudicada pela greve dos caminhoneiros em maio de 2018. Na comparação com abril de 2019, a produção do setor eletroeletrônico, com ajuste sazonal, cresceu 1,4%, sendo 0,4% por parte da indústria eletrônica e 3% pela indústria elétrica.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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