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Fim do Ministério do Trabalho é sequência de terceirizar atividade-fim e reforma trabalhista

Humberto Costa diz que área responsável por emissão de registros sindicais vai para o Ministério da Justiça, subordinando atividades relativas ao sindicalismo a uma jurisdição policial

Política / 04 Dezembro 2018

O senador Humberto Costa (PT-PE) criticou nesta terça-feira a extinção do Ministério do Trabalho e Emprego anunciada pelo futuro governo. As funções da pasta serão divididas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania.

Para o senador pernambucano, no entanto, os danos podem ser desastrosos para os trabalhadores, principalmente num momento de alto desemprego. Humberto Costa criticou a subordinação da questão sindical ao Ministério da Justiça.

“É uma medida desastrosa para um país que amarga hoje 27 milhões de desempregados e subocupados. A área responsável pela emissão de registros sindicais vai para a alçada do Ministério da Justiça, do juiz exonerado Sérgio Moro, indicando um viés preocupante de subordinar atividades relativas ao sindicalismo a uma jurisdição policial.”

Humberto Costa disse ainda que a extinção do Ministério do Trabalho é a sequência de um projeto iniciado com a aprovação da lei que permitiu a terceirização das atividades-fim e a reforma trabalhista. E salientou que o próximo passo deverá ser o fim da Justiça do Trabalho.

“Não duvidem que proximamente acabem também com a Justiça do Trabalho. Estão metendo fim a anos de conquistas históricas e lançando os trabalhadores, a parte mais fraca dessa relação econômica, ao completo desalento, ao desamparo legal total. Jovens que começam a entrar no mercado e as gerações que os sucederão não terão a proteção necessária do Estado para evitar o uso abusivo da sua força de trabalho.”

 

Agência Senado