FGV: Prefeitura do Rio terá R$ 3,2 bilhões a menos que o previsto

Rio de Janeiro / 16 Maio 2017

Em mais uma análise da conjuntura fiscal do município a partir do estudo "O Rio em perspectiva: um diagnóstico de escolhas públicas", destacamos nesta postagem o quadro de receitas da prefeitura. Diferentemente do que se via no Rio pré-olímpico, quando uma economia aquecida se beneficiava de mais investimentos públicos e privados, além de um maior fluxo turístico, a nova gestão encontrou, logo no início de 2017, uma equação difícil de resolver. Se, por um lado, as dívidas herdadas representam um fardo inesperado, por outro, o hiato existente entre a previsão orçamentária e o comportamento esperado da receita exige esforço e responsabilidade da atual gestão. A conjuntura ruim associada dívidas e compromissos assumidos na gestão passada se traduz em uma série de grandes desafios.

Segundo o estudo, há um descompasso entre o orçamento previsto e o que estará disponível para o município do Rio de Janeiro neste ano. Nas previsões realizadas no ano passado, a prefeitura contaria com uma receita de R$ 29,5 bilhões no ano de 2017. No entanto, estimativas realizadas pela atual gestão mostram que esse valor será bem menor, de R$ 26,3 bilhões. A receita será, portanto, 11% menor, ou R$ 3,2 bilhões a menos que o previsto.

Embora já houvesse indicações de um cenário menos otimista desde 2014, o governo municipal anterior não parece ter realizado uma avaliação correta do cenário de curto e médio prazos para suas finanças. Acabou assumindo compromissos que agora pesam mais do que nos anos anteriores. A conta chegou em 2017 junto com uma conjuntura desfavorável, que levou a receita esperada para este ano ao patamar de 2012. Como resposta, o orçamento foi contingenciado de modo a se trabalhar com uma perspectiva realista.