Fed reduz juros sem iniciar um ciclo de reduções

Dois dos membros do Comité Federal do Mercado Aberto votaram contra.

Acredite se Puder / 18:20 - 31 de jul de 2019

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Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos EUA, deixou claro que o corte anunciado não significa o início de um ciclo de descidas de juros, pois as próximas decisões levarão em conta as implicações para o crescimento econômico. Essa diminuição pontual, no entanto, não foi tomada por unanimidade, pois dois dos membros do Comité Federal do Mercado Aberto votaram contra, defendendo a manutenção da taxa no nível atual. Esther George, presidente da Fed de Kansas e Eric Rosengren, da de Boston, não viram necessidade para a medida, pois acham que a economia norte-americana continua a crescer em bom ritmo e é melhor esperar por evidências que comprovem que eventos como a guerra comercial está a ter impacto no crescimento. Os outros membros e o presidente têm mantido abertura para mexer nos juros se necessário. E deixaram em aberto a possibilidade de novos cortes, se as evidências o justificarem. Nenhum dos dez membros que compõem a direção da Fed votou pelo aumento nas taxas de juros.

 

Para Morgan Stanley 15 ações serão beneficiadas

Antes de o Comitê de Política Monetária, do Banco Central, decidir se cortaria a taxa básica brasileira de juros, baseados no comportamento dos contratos futuros de DI, onde o de janeiro de 2020 está em 5,58% contra 6,5% da taxa de juros atual oficial, os analistas do Morgan Stanley divulgaram relatório chamando atenção para as ações que mais irão se beneficiar de uma redução na Selic. Assim, chegaram à conclusão de que, num novo ciclo de flexibilização monetária, as empresas que operam na economia doméstica devem sentir os melhores reflexos. Para tanto, selecionaram 15 empresas: Oi, Marfrig, Light, Cyrela, CVC, Cemig, Atento (que só é listada nas bolsas dos Estados Unidos), BRF, Grupo Pão de Açúcar, AES Tietê, JBS, Iguatemi, Anima, Marisa Lojas e Iochpe Maxion.

As ações menos sensíveis e que, portanto, menos se beneficiam de um corte de juros são Cesp, Ambev, Ser, Linx e Burger King Brasil.

 

Ricos terão menos nos depósitos no UBS

O UBS anunciou que, a partir de novembro, aplicará uma taxa negativa aos depósitos dos clientes mais ricos, com volumes acima de 2 milhões de francos suíços, que significará a mudança entre as grandes gestoras de fortunas. Assim, o banco suíço vai aplicar uma taxa de -0,75% nos depósitos acima de 2 milhões de francos suíços. Isto dizer que os clientes afetados vão receber menos dinheiro do que depositaram quando o prazo do depósito terminar.

 

Libra definirá o Brexit?

O alemão Commerzbank acha que uma queda de 10% na libra no curto prazo pode fazer com que o governo de Boris Johnson se abstenha de apoiar um Brexit sem acordo. E uma desvalorização que empurre a moeda inglesa para menos de US$ 1,19 deixaria os mercados em águas desconhecidas.

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