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Fed não pretende reduzir a taxa básica de juros

Instituição acredita que mercado de trabalho e inflação voltarão ao rumo sem necessidade de acerto nas taxas.

Acredite se puder / 02 Maio 2019 - 17:23

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As principais bolsas europeias desvalorizaram na sessão desta quinta-feira, dia em que o índice de referência europeu Stoxx600 recuou 0,58% para 388,84 pontos. O fraco movimento foi consequência da revelação de Jerome Powell de que o Fed não estuda qualquer redução na taxa de juro de referência da economia norte-americana, que seria a primeira a ser realizada em vários anos, interrompeu o movimento otimista que era registrado nas bolsas européias. Assim, o índices apresentaram desvalorização nesta quinta-feira, sendo que o Stoxx600, indicador de referência europeu, recuou 0,58% para 388,84 pontos.

Powell disse que, apesar do mercado de trabalho na maior economia do mundo estar mais forte e o impacto na inflação mais fraco que o esperado, essa situação é “temporária”. Para ele, o consumo deve melhorar, e a inflação voltará para a meta, não havendo motivo para fazer mudanças na política monetária. Com isso, pôs fim à especulação que reinava nos mercados ao longo das últimas semanas enquanto potencial resposta ao clima de abrandamento da economia global. Agora os investidores aguardam por novos dados e posicionamentos dos principais bancos centrais.

 

Itaú derruba ações da Cielo, PagSeguro e Stone

As ações da Cielo abriram em queda de 1,04% na B3; as da PagSeguro, negociadas em Nova York, caíram 0,35% no premarket desta quinta-feira, e a Stone, também negociada nos EUA, despencou 6,22%. O responsável por esse movimento foi o que divulgou que correntistas do banco clientes Rede terão isenção de tarifa para uma transferência (TED) por dia para a mesma titularidade além de quatro saques gratuitos por mês. Isso é para mostrar que a antecipação com taxa zero não corresponde a uma venda cruzada, pois o correntista pode sacar seus recursos a qualquer momento.

Além disso, a Rede, credenciadora de cartões do banco Itaú, anunciou uma nova rodada de cortes nas taxas em meio à guerra das maquininhas. O MDR, taxa cobrada por cada transação nas maquininhas, passou a 1,99% no débito e 3,49% no crédito à vista, conforme o site da empresa. As novas taxas valem para clientes com faturamento de até R$ 10 mil por mês, ou seja, principalmente microempreendedores individuais (expertise da PagSeguro e da Stone). Os demais clientes negociarão as taxas individualmente. Comparativamente, a Cielo cobra 1,99% no débito no primeiro ano, depois, sobe a taxa para 2,39%. No crédito sem parcelamento, a taxa da maior brasileira do setor é de 4,99%. A média do mercado é entre 2,70% para o débito e 4,20% no crédito à vista.

 

A JBS é um fenômeno

Além de constar nas relações que circulam com os maiores devedores do INSS, a empresa JBS faz parte dos levantamentos dos maiores devedores do BNDES. Porém, suas ações são bastante atrativas para os analistas, principalmente quando foram divulgados que casos da gripe suína africana começaram a ser registrados em suinoculturas da China. Rapidamente, ganharam recomendação de compra de dez das 16 casas de análise, segundo a Bloomberg. Porém, dois grandes bancos, o Citigroup e o Bradesco BBI, resolveram acabar com a brincadeira e reduziram a avaliação para neutra, reduzindo o potencial de valorização.

No entanto, poucas semanas depois de estar com dez recomendações de compra das 16 casas de análise que a cobrem segundo a Bloomberg, a companhia foi cortada para neutra, primeiro pelo Citigroup e mais recentemente por Bradesco BBI. Para o Bradesco, as ações da JBS já subiram muito nas últimas semanas, influenciadas positivamente pela menor oferta de porcos vinda da China, de modo que o potencial de valorização se reduziu. As ações do frigorífico subiram 70,58% desde o início do ano, sendo que a alta foi de 24,18% em abril. Porém, o mercado vê com mais cautela o desempenho dos papéis e o Bradesco estabeleceu em R$ 19 o preço-alvo das ações da JBS foi estabelecido em R$ 19 pelo banco. Como tais títulos oscilam ao redor de R$ 19,65, é esperada desvalorização de 3,31%.

Os analistas dos bancos revelam que existem empresas mais interessantes no setor de alimentos, que ainda não tiveram valorização tão forte quanto a da JBS, como a BRF, para a qual existe a previsão de preço-alvo de R$ 35 por ação. Tais papéis operam a R$ 31,05, de modo que potencial de valorização de 12,7%.

 

Produção recorde dos EUA derruba petróleo

A divulgação da produção recorde de petróleo dos Estados Unidos, com os estoques retornando ao nível mais elevado dos últimos dois anos, derrubou a cotação do produto. Com isso, os preços do barril do Brent caíram 3,03% para US$ 69,99.

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