Facebook defende libra no Congresso, e bitcoin cai

Companhia garante que não vai compartilhar dados dos usuários da moeda digital que está criando.

Acredite se Puder / 18:21 - 16 de jul de 2019

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David Marcus, executivo do Facebook e responsável pela moeda digital libra, foi contar cascatas no Congresso dos Estados Unidos. Em depoimento ao Senado, disse que a Calibra, subsidiária do Facebook responsável por operar pagamentos na criptomoeda, não terá permissão para compartilhar dados dos usuários ou suas transações com nenhuma companhia, incluindo o próprio Facebook, mas que a coleta das informações é necessária e, por causa disso, exigirá documentos oficiais de identificação como parte de uma política de regulação e prevenção de crimes. Confuso isso, não?

Marcus, contrariando economistas famosos como Nouriel Roubini, tentou convencer os congressistas que a criptomoeda não será usada para competir com poupanças em bancos ou rendimento de juros, pois tem como meta a expansão do acesso a formas modernas de pagamento por parte da população. Ele reiterou ainda que a moeda digital obedecerá a todas as regulações aplicáveis a instituições financeiras.

O bitcoin, nesta terça-feira, registrou perdas de 9,5% e foi cotado a US$ 9.670. No Brasil, a moeda digital perdeu 9,11% e foi para R$ 36.430, pois o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE) apresentou uma emenda à Constituição Federal que deve afetar futuramente a forma de tributação sobre as criptomoedas. Bivar quer a criação de um novo imposto que deve ser cobrado sobre qualquer movimentação de valores e de créditos e direitos de natureza financeira. Essa nova modalidade tributária deve ainda incidir também sobre operações fora do sistema financeiro.

 

Libra recua para mínimos de 2017

Por causa da possibilidade da saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, a libra esterlina está caindo perante o dólar e retornando aos mínimos de 2017. A aposta de que o Brexit, agendado para 31 de outubro, vai ocorrer sem qualquer período de transição, aumenta, o que mina a confiança dos investidores. Até porque, neste cenário, o Banco de Inglaterra deverá ter de atuar, implementando cortes de juros, o que torna os investimentos na libra menos atrativos. E a moeda inglesa cai 0,9% para US$ 1,2409, tendo chegado aos US$ 1,24, o que corresponde ao valor mais baixo desde abril de 2017.

 

Bancos norte-americanos ficam otimistas

A opinião dos economistas dos bancos norte-americanos muda a cada semana. Depois do pessimismo em seus relatórios da semana passada, os do Goldman Sachs e do JPMorgan viraram otimistas em relação ao comportamento da economia norte-americana.

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