Exportações do agronegócio crescem apenas 1% em novembro

Vendas externas de carnes subiram 22,1%, passando de US$ 1,28 bilhão para US$ 1,56 bilhão.

Negócios Internacionais / 18:14 - 16 de dez de 2019

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As exportações do agronegócio somaram US$ 8,21 bilhões em novembro deste ano. O valor significou alta de 1% em relação ao total exportado em novembro de 2018 (US$ 8,13 bilhões). O crescimento ocorreu em função da expansão do quantum exportado (6%), enquanto o índice de preço das exportações caiu 4,7%. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas externas do agronegócio representaram 46,6% do valor total exportado pelo Brasil, que foi de US$ 17,60 bilhões (-16%).

As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, tiveram queda de 8,6% em novembro, com redução do valor adquirido de US$ 1,18 bilhão em novembro de 2018 para US$ 1,08 bilhão para o mesmo mês de 2019.

As exportações de carnes subiram 22,1% em novembro, passando de US$ 1,28 bilhão para US$ 1,56 bilhão em 2019. A demanda chinesa por carnes impulsionou as vendas no mês passado, totalizando US$ 685,94 milhões.

De acordo com nota da Secretaria, a forte demanda de carnes pela Ásia tem relação com a peste suína africana (PSA), doença que afeta o rebanho suíno asiático desde setembro de 2018. Segundo informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), foram eliminados 7,7 milhões de suínos em países asiáticos em função da contaminação pelo vírus da PSA.

As exportações de carne bovina foram recorde de valor e volume para os meses de novembro com expansão do valor exportado em 36,9% em comparação a novembro de 2018, o que resultou em US$ 844,56 milhões vendidos ao exterior no mês passado.

As exportações de carne de frango foram de US$ 530,74 milhões em novembro de 2019 (+3%). Já as vendas de carne suína subiram 43,5% no mesmo período, chegando a US$ 148,39 milhões. A China também foi a principal importadora de carnes de frango e suína brasileira, com US$ 123,88 milhões (frango) ou 23,3% do total exportado e US$ 74,09 milhões (suínos) ou 50% do valor exportado pelo Brasil em novembro.

As exportações de cereais, farinhas e preparações continuam subindo influenciadas pelas vendas de milho. O setor exportou US$ 780,12 milhões (+13,9%), sendo o milho responsável por US$ 722,54 milhões (+13,7%), ou o equivalente a 4,29 milhões de toneladas. Os embarques de algodão também tiveram desempenho favorável em novembro, com US$ 412 milhões (+12,3%). O suco de laranja foi outro produto com destaque nas vendas externas com incremento de 174,4%, com embarques de US$ 241,25 milhões.

 

Recordes nas vendas externas de suínos

As exportações brasileiras de carne suína seguem em ritmo intenso, especialmente neste segundo semestre. O volume embarcado de janeiro a novembro deste ano, de 660,31 mil toneladas, é 13,7% superior ao de 2018, 4,5% maior do que o de 2017 e recorde para o período, conforme dados da Secex coletados desde 1997. Em novembro, especificamente, as exportações da proteína suína (considerando-se produtos industrializados e in natura) seguiram elevadas, mas diminuíram frente as de outubro, quando o volume enviado ao exterior foi recorde.

Conforme dados da Secex, o Brasil exportou 65,8 mil toneladas de carne suína em novembro, volume 8,6% menor do que o embarcado em outubro, mas 13,6% acima do de novembro/18. Além do menor número de dias úteis em novembro frente ao mês anterior, a queda mensal das exportações esteve atrelada à diminuição dos embarques à China e Hong Kong. Juntos, os dois destinos, que encabeçam a lista dos principais compradores da carne suína brasileira, foram responsáveis por 63,2% dos embarques de novembro.

Vale lembrar que os países asiáticos, especialmente a China, ainda sofrem os impactos da Peste Suína Africana (PSA), doença que reduziu significativamente a oferta local de suínos vivos e, consequentemente, de carne. Dessa forma, para poder atender à demanda interna, os países asiáticos têm importado grandes volumes da proteína brasileira.

 

Seleção de startups para imersão em NY

As inscrições para a primeira missão do StartOut Brasil de 2020 foram abertas dia 9 passado. O programa apoia a inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo. Entre os dias 19 e 24 de abril, cerca de 15 startups serão levadas para Nova York, nos Estados Unidos. As empresas selecionadas receberão treinamento de pitch internacional (discurso de apresentação de negócios) por meio de ações de capacitação, mentoria e conexão com parceiros e atores de destaque no ecossistema de inovação.

O secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Gustavo Ene, explicou que a escolha do destino se deu com base na análise do potencial de mercado. “Para definir Nova Iorque como a primeira missão de 2020, avaliamos a quantidade de incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento. Também foram analisados o volume de investimento, tipo de apoio do governo local, a abertura para startups estrangeiras, o investimento em inovação, os programas de apoio para softlanding e os custos de instalação no país”, afirmou o secretário.

As startups interessadas podem se inscrever até 20 de janeiro no site do StartOut Brasil. O formulário deve ser preenchido em inglês, com dados específicos sobre a empresa e o mercado alvo. Podem participar startups brasileiras de qualquer área de atuação que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações no país. Além disso, as empresas precisam ter faturamento ou já ter recebido algum tipo de investimento.

 

Exportação do café solúvel em alta

Os embarques brasileiros de café solúvel somaram 312.344 sacas de 60 kg em novembro deste ano, apresentando alta de 3,15% sobre o mesmo mês de 2018 e elevando o total exportado, no acumulado entre janeiro e o mês passado, para 3.675.213 sacas, com incremento de 9,5% na comparação com o volume remetido ao exterior nos 11 primeiros meses do ano passado. Os dados constam no Relatório de Desempenho das Exportações da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da entidade, Aguinaldo Lima, com o desempenho registrado até o fim de novembro, vai se consolidando a previsão para quebra de recorde em volume exportado em 2019. “Provavelmente o Brasil ultrapassará o montante de 4 milhões de sacas de café solúvel remetidas ao exterior neste ano, registrando seu novo recorde histórico para o setor”, projeta.

Lima enaltece o fato de a soma das importações das nações asiáticas seguir constituindo o maior mercado do café solúvel brasileiro, embora Estados Unidos sejam o maior cliente e União Europeia o segundo maior destino. Conforme ele, dos 20 países que até novembro importaram volumes acima de mil toneladas, 13 tiveram excelente crescimento. “O destaque vai para o México, que é o segundo maior produtor de café solúvel no mundo e se tornou o 17º maior destino das exportações brasileiras ao elevar em 405% as compras frente a 2018”, aponta.

 

Apex promove Curso Marketing Internacional

O objetivo principal é capacitar as empresas brasileiras em processo de internacionalização nos temas ligados ao marketing internacional e na elaboração de seu plano de marketing internacional, sob supervisão de especialistas, no decorrer da capacitação. O curso será dividido em duas etapas: – 21 e 22 de janeiro de 2019 (primeira etapa) – 11 e 12 de fevereiro de 2019 (segunda etapa) Informações: portal.apexbrasil.com.br

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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