Exportação do agronegócio tem queda de 2,4% em abril

Nas importações, houve queda de US$ 4,91 bilhões, entre janeiro e abril, para US$ 4,79 bilhões.

Negócios Internacionais / 19:20 - 20 de mai de 2019

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As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 8,57 bilhões em abril, um recuo de 2,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura. No acumulado de janeiro a abril, os embarques renderam US$ 30,42 bilhões, um aumento de 0,2% sobre os quatro primeiros meses de 2018. O volume exportado avançou 5,9%, ao passo que o preço médio das mercadorias comercializadas caiu 5,4%.

Nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações do agronegócio somam US$ 30,42 bilhões, em alta de 0,2% em relação aos US$ 30,35 bilhões exportados no mesmo período de 2018. A oscilação positiva ocorreu em função da elevação do índice de quantum das exportações, que subiu 5,9%, enquanto o índice de preço cedeu 5,4%.

Os preços das commodities agropecuárias, conforme dados divulgados pelo Banco Mundial, subiram 0,82% neste ano, entre dezembro e abril. A soja em grão que tem peso de 4% no índice do banco e que representou 31,2% do valor total exportado em produtos do agronegócio nesses quatro primeiros meses do ano, teve a cotação no mercado mundial em queda de US$ 380,53 por tonelada para US$ 360,34, no período.

Nas importações, houve queda de US$ 4,91 bilhões, entre janeiro e abril, para US$ 4,79 bilhões (-2,5%). Houve também queda no índice de preço dos produtos importados, de 1,8%, e de 0,7%, no índice de quantum das importações. O principal produto importado pelo Brasil, o trigo, apresentou queda na cotação internacional.

Os cinco principais setores exportadores no primeiro quadrimestre do ano foram: complexo soja (37,9%); produtos florestais (15,8%); carnes (15,3%); café (5,7%); cereais, farinhas e preparações (5,1%).

Esses setores foram responsáveis por 79,8% do valor total exportado em produtos do agro nesses quatro meses. No mesmo período do ano passado, esses setores responderam por 77,2% do valor total exportado. O complexo sucroalcooleiro deixou o rol dos cinco principais setores exportadores neste ano.

Complexo soja continua sendo o principal segmento das exportações. As vendas externas desses produtos foram de US$ 11,52 bilhões, em queda de 0,6% em relação aos US$ 11,59 bilhões exportados no mesmo período de 2018.

 

AEB atenta a ação contra cartel do câmbio

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) continua atenta à ação ajuizada na Justiça Federal de Brasília, em 2018, para pleitear indenização por perdas provocadas por suposto cartel de bancos nacionais e estrangeiros investigados por manipulação de taxas de câmbio. As práticas anticompetitivas, que teriam ocorrido entre 2007 e 2013, causaram prejuízos para as empresas exportadoras.

A ação judicial, amparada por processos abertos anteriormente no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), está sendo acompanhada pelo escritório KMM Advogados, especializado em reparação de danos econômicos. O processo no Cade, que se encontra na fase instrutória, já sinalizou haver indícios de práticas não convencionais na fixação de taxas de câmbio e na formação de índices de referência.

De acordo com a AEB, a expectativa de êxito no processo é bastante favorável. Em breve, será iniciada uma ação coletiva com objetivo de beneficiar exclusivamente as associadas da entidade que aderirem à causa. As empresas poderão contar com benefícios legais de redução e diferimento rateado de custas e sem pagar honorários advocatícios e de sucumbência. A entidade abriu dois canais de contato para que empresas interessadas possam esclarecer dúvidas e aderir à ação judicial: o telefone (21) 2262-8907 ou o e-mail gerencia@aeb.org.br .

Segundo a AEB, as práticas irregulares entre 2007 e 2013 causaram prejuízos de mais de US$ 50 bilhões em exportações de manufaturados, geraram perdas de receitas para as empresas, contribuíram para a desindustrialização brasileira, além de reduzirem a entrada de investimento produtivo no país. A busca de medidas e ações de redução do Custo Brasil é um dos principais objetivos da AEB, que atua em defesa dos interesses de seus associados para incrementar o comércio exterior brasileiro.

 

Piora na Argentina derruba vendas brasileiras

A piora na balança comercial com a vizinha Argentina foi o principal responsável pela queda do saldo positivo do comércio exterior brasileiro no primeiro quadrimestre deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o saldo acumulado da balança brasileira com todos os países, nos primeiros quatro meses deste ano, foi de US$ 16,4 bilhões, ou seja, menor dos que os US$ 18,2 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a FGV, a balança com a Argentina passou de superavitária (quando exportações superam as importações) para deficitária (quando as importações superam as exportações), com perda de 3,1 bilhões na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Também foram registradas perdas no comércio com a União Europeia (de US$ 1,4 bilhão na comparação com o mesmo período de 2018) e com a China (queda de US$ 900 milhões).

 

Brasil na Alemanha para feira de móveis

A Interzum é a feira líder no mundo para quem fornece e quem compra materiais para o setor moveleiro e de decoração de interiores. A próxima edição do evento ocorrerá entre os dias 21 e 24 de maio, em Colônia, na Alemanha, com a participação de quatro curtumes brasileiros expondo couros com o apoio do projeto Brazilian Leather – iniciativa do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo à participação desse produto nacional no mercado externo.

Estão confirmados mais de 1.500 expositores de 60 países e há uma expectativa de receber quase 60 mil visitantes. Trata-se de um público relevante para os curtumes brasileiros, que veem na exportação de couro para o mercado de móveis um de seus principais segmentos de negócios: cerca de 20% de todo o couro produzido no país é destinado à indústria moveleira. O mercado alemão, incluindo todas as divisões de clientes, também é promissor: de janeiro a março de 2019, o país comprou cerca de US$ 17 milhões em couro do Brasil, um crescimento de 40,8% em relação ao ano passado.

A Interzum ocorre a cada dois anos e tem uma extensa programação de eventos ligados à inteligência do segmento moveleiro em paralelo à plataforma comercial. Uma destas atrações é o Mobile Spaces, um espaço exclusivo para apresentar exemplos inovadores e soluções de fornecimento de materiais às indústrias de estofamento automotivo, marítimo, ferroviário e aeronáutico – mercados com potencial de crescimento para o Brasil.

 

Negócios de US$ 148,7 na SIAL China 2019

Os exportadores de aves e de suínos brasileiros comemoraram os resultados alcançados durante a SIAL China 2019, um dos maiores eventos do setor de alimentos na Ásia, encerrado nesta quinta-feira (16), em Xangai (China). Na ação liderada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), foram concretizados US$ 148,7 milhões em exportações de carne de frango e de carne suína apenas durante os três dias do evento.

De acordo com as previsões traçadas pelos exportadores, as tratativas realizadas durante a SIAL China 2019 deverão gerar, no total, US$ 442 milhões em exportações de aves e de suínos. Centenas de contatos comerciais foram firmados pelas nove agroindústrias participantes da comitiva da ABPA: Alibem, BRF, Castrolanda, Coasul, Integra – GtFoods, Rivelli, São Salvador Alimentos, Seara e Vibra.

 

Contato com o colunista: pietrobelliantono0@gmail.com

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