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Exportação eleva faturamento da indústria de máquinas

A China é o principal fornecedor, respondendo por 18,5% das vendas ao Brasil

Negócios Internacionais / 03 Dezembro 2018

Impulsionado pelo bom desempenho das exportações, a indústria de máquinas e equipamentos registrou um faturamento de R$ 65,1 bilhões (US$ 16,8 bilhões pelo câmbio atual) no acumulado de janeiro a outubro, um crescimento de 7,7% sobre os dez primeiros meses de 2017. Em outubro, a receita foi de R$ 7,2 bilhões (US$ 1,8 bilhão), uma alta de 14,4% sobre igual mês do ano passado e de 1,9% em relação a setembro de 2018. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A entidade destaca que o resultado foi puxado pelas exportações, que somaram US$ 8,1 bilhões de janeiro a outubro, uma elevação de 10,3% sobre o mesmo período de 2017. Em outubro, as vendas externas renderam US$ 951 milhões, 29,1% mais do que no mês anterior e 6% acima do total registrado em outubro do ano passado. Entre os itens mais vendidos ao exterior estão componentes como válvulas e bombas.

De acordo com a Abimaq, em razão da crise econômica da Argentina, os negócios no Mercosul recuaram 11,9% nos dez primeiros meses de 2018, enquanto para aos Estados Unidos as vendas aumentaram 28,8%, e para a Europa, 44,6%. No mercado interno, as vendas caíram 0,7% no acumulado do ano, mas cresceram 13,2% em outubro sobre o mesmo mês de 2017. O presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, está otimista com os resultados e acredita em uma reação do mercado doméstico no próximo ano. “Estamos vivendo um momento de recuperação e temos a perspectiva de que o Brasil volte a crescer e atinja uma alta entre 2,5% a 3% no Produto Interno Bruto (PIB)”, avalia.

Em outubro, o consumo de máquinas e equipamentos importados somou US$ 1,4 bilhão, um aumento de 23,4% sobre setembro último e de 23% em relação a outubro de 2017. No acumulado do ano, as importações totalizaram US$ 12,4 bilhões, um avanço de 16,4% em comparação com os dez primeiros meses do ano passado. A China é o principal fornecedor, respondendo por 18,5% das vendas ao Brasil, seguida dos Estados Unidos (17%), Alemanha (15,8%), Itália (7,9%), Japão (6,4%) e Coreia do Sul (2,6%).

 

Mapa publica norma que simplifica exportação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) publicou na terça-feira (27) a Instrução Normativa (IN) n° 71, no Diário Oficial da União (DOU), estabelecendo procedimentos e critérios para a emissão do Certificado Fitossanitário (CE) e do Certificado Fitossanitário de Reexportação (CFR). Os documentos são utilizados na certificação fitossanitária internacional de vegetais, partes de vegetais, produtos de origem vegetal e outros artigos regulamentados e exportados pelo Brasil.

De acordo com o coordenador de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), Carlos Goulart, “o principal objetivo da norma é simplificar os procedimentos de certificação, vigentes desde 2013, contemplados pelo Plano Agro+. A IN terá impacto positivo no comércio internacional dos produtos brasileiros, inclusive, mantendo as garantias das conformidades fitossanitárias e aumentando a confiabilidade da nossa certificação”, explicou.

As principais mudanças foram: atualização de banco de dados no site do Mapa, com exigências dos países importadores de forma simplificada e harmonizada; retirada da necessidade de autorizações de embarque e de declarações, que dificultavam o comércio internacional de sementes; facilidades na emissão de certificados, com a possibilidade de inserção de informação em outros idiomas, além do português; e mecanismos de autenticidade nos certificados emitidos pelo Governo Federal, dificultando fraudes e proporcionando maior confiabilidade. O departamento realizará, nos 90 dias de prazo para a entrada em vigor da norma, reuniões com as equipes internas e setores privados para conhecimento e harmonização dos novos procedimentos.

 

Tendências que transformarão comércio digital

Uma das tendências mais difundidas é a reinvenção da jornada dos compradores. No passado, as compras eram mais transacionais por natureza. Agora, realizar compras é uma jornada com mais ênfase na construção de relacionamentos, não apenas na compra em si. A jornada ideal tece uma marca por toda a experiência, fornecendo valor antes, durante e depois da compra, convertendo uma transação em um relacionamento. “A tecnologia está presente em quase todas as etapas, sendo que o smartphone mantém o consumidor sempre ligado às empresas. O comércio está no meio de uma mudança da cabeça aos pés, graças à infinidade de tecnologias disponíveis”, comenta Michelle Evans, head de pesquisa de Digital Consumer da Euromonitor International, empresa britânica de pesquisa de mercado. Veja abaixo três tendências impulsionadas pela tecnologia que terão o maior impacto na reformulação do comércio no próximo ano.

Reposicionando a inteligência artificial – A inteligência artificial (IA), que se refere a tecnologias capazes de executar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, existe há séculos. Agora, três poderosos drivers - crescimento exponencial de dados, redes de distribuição mais sofisticadas e algoritmos mais inteligentes - têm impulsionado a inteligência artificial para aplicações junto ao usuário final, tornando-a uma das tecnologias mais populares atualmente.

Espera-se que a inteligência artificial seja o avanço tecnológico mais impactante para as empresas nos próximos cinco anos. Quase 59% dos 602 profissionais da indústria pesquisados pela Euromonitor International em setembro de 2018 classificaram a IA à frente de outras tecnologias de grande prestígio. A IA avançou em relação à Internet das Coisas, que os entrevistados em uma pesquisa de fevereiro classificaram como a tecnologia de maior impacto nos próximos cinco anos.

Ocorre um reposicionamento do papel da inteligência artificial. Ao invés de substituir os trabalhadores, por exemplo, a tecnologia foi posicionada para aumentar o conhecimento um ano”, comenta Evans. Um exemplo real disso são os serviços de assinaturas digitais e de compras pessoais da marca Stitch Fix que aproveitam da inteligência artificial para criar recomendações de roupas, sendo que um estilista profissional aprova as seleções finais enviadas aos consumidores. Nesse caso, a IA é aumentada pela inteligência humana.

A voz em foco – No ano 2000, Bill Gates previu que a maior parte da interface das pessoas com computadores acabaria sendo via voz. Espera-se que as aplicações de voz sejam uma das áreas mais impactadas pelo aumento da inteligência artificial, de acordo com a pesquisa de setembro da Euromonitor International conduzida por profissionais da indústria. Chatbots e alto-falantes inteligentes ganharam atenção, mas seu impacto sobre a receita das empresas tem sido abaixo do esperado. Embora os robôs habilitados para voz, como o Alexa e o Google Home, continuem a penetrar cada vez mais residências, sua capacidade de gerar vendas para empresas de serviços ainda é insignificante na melhor das hipóteses. Mesmo assim, a voz continua a ser elogiada como a próxima grande novidade no comércio.

Futuro da loja – Embora os estabelecimentos físicos continuem a desempenhar um papel fundamental na forma como os consumidores navegam e compram mercadorias, as lojas de varejo terão que evoluir para atender melhor a um comprador mais informado, impaciente e conectado à internet. “Mais experiências serão construídas em torno das compras, por exemplo, de móveis ou eletrônicos, exigindo mais consideração. Além disso, maior automação chegará às lojas para facilitar o processo de navegação e compra com caixas sem atendentes, como o Tao Café, da Alibaba. Desde a primeira vez que apareceram em 2017, os varejistas estão buscando empresas de tecnologia que querem se reproduzir”, comenta Evans.

Segundo a pesquisadora, a ascensão de um processo mais acessível de etiquetagem de produtos, visão computacional e machine learning em nível mais avançado tornaram isso possível. Em sua forma mais simples, os consumidores usam um smartphone para escanear os produtos. A tecnologia de sensores rastreia o consumidor dentro da loja e adiciona itens que eles removeram da prateleira para um carrinho de compras virtual. JD.com na China e Amazon nos EUA estão trabalhando em iniciativas semelhantes.

Para saber mais sobre essas tendências, faça o download gratuito do estudo “Commerce 2040: Revolutionary Tech Will Boost Consumer Engagement” da Euromonitor International: http://bit.ly/2yax8fx.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com