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Exportações do agronegócio sobem 6% e somam US$ 102,14 bi

Ásia segue como principal destino dos produtos brasileiros do agro.

Negócios Internacionais / 16:27 - 18 de Fev de 2019

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As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 6,63 bilhões no primeiro mês do ano, 7,4% acima dos US$ 6,17 bilhões de janeiro do ano passado. No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2018 e janeiro último, o resultado chegou a US$ 102,14 bilhões, em alta de 6% em comparação com os US$ 96,32 bilhões dos 12 meses imediatamente anteriores. As importações de produtos do agro totalizaram US$ 14,04 bilhões, com retração de 0,5% em relação ao período anterior. Com isso, o saldo no período foi de US$ 88,10 bilhões (+7,2%).

Os principais desempenhos por segmentos do agro foram complexo soja, com 40,3% de participação; carnes, com 14,2%; produtos florestais, com 14,1%; complexo sucroalcooleiro, com 7%; e cereais, farinhas e preparações, com 5%. De acordo com a Secretaria do Comércio e de Relações Internacionais do Mapa, esses produtos que representaram 79,1% do total exportado pelo setor do agro entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, agora passaram a representar 80,8%. O aumento da concentração se deve à expansão das vendas do complexo soja e de produtos florestais, especialmente farelo de soja e em grão e celulose.

As exportações do complexo soja aumentaram de US$ 31,79 bilhões para US$ 41,20 bilhões (+29,6%), com incremento de 22,1% no quantum comercializado, além de alta na cotação média dos produtos do setor à taxa de 6,2%.

A Ásia segue como principal destino dos produtos brasileiros do agro. As vendas para o continente atingiram US$ 52,33 bilhões, 17,8% a mais em comparação com o período entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018 (US$ 44,43 bilhões). A participação da região passou de 46,1% para 51,2%.

O segundo principal bloco de destino nos últimos doze meses, a União Europeia, apresentou incremento de 5,2% nas aquisições de mercadorias brasileiras no setor, alcançando US$ 17,80 bilhões, ante US$ 16,93 bilhões nos doze meses imediatamente anteriores (-US$ 873,50 milhões).

Quando se trata de países, a China permanece como o principal destino, com a cifra de US$ 35,96 bilhões, quase 69% das exportações agropecuárias brasileiras para a Ásia. Em relação ao período anterior, houve expansão de 34% no valor exportado. Para os Estados Unidos, segundo principal destino, as vendas diminuíram de US$ 6,79 bilhões para US$ 6,74 bilhões (-0,6%).

 

Apex e CNI reforçam parceria

Na quarta-feira da semana passada (13/2), o presidente da Apex-Brasil, Embaixador Mario Vilalva, esteve reunido com o presidente da CNI, Robson Braga, para discutir os detalhes do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira – Proposta do Projeto 2019-2020, a ser trabalhado pelas duas organizações. “Obtivemos da CNI promessa de apoio incondicional para conduzir os trabalhos e alcançar as metas propostas”, adiantou Vilalva.

A parceria, que existe desde 2008, tem como principal objetivo a atuação conjunta para ampliar o acesso das indústrias brasileiras aos serviços de promoção de negócios, fomentando a expansão da base exportadora e o incremento dos valores exportados das empresas brasileiras, com consequente reforço de posicionamento do Brasil no cenário internacional.

O próximo biênio do contrato tem como meta central o atendimento de 1.400 empresas nas atividades do Convênio, de acordo com as necessidades empresariais identificadas e sua maturidade exportadora, com expectativa de que 10% dos clientes exportadores alcançados acessem novos mercados no ciclo 2018/2019 e outros 10% dos clientes atendidos exportem novos produtos, com geração de US$ 350 milhões em negócios.

 

Emirados: 5º maior comprador de alimentos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de alimentos industrializados de 2018 estão os Emirados Árabes. O país ficou na 5ª posição entre os compradores e gerou US$ 1,19 bilhão em receita para o Brasil. O dado foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Em primeiro lugar entre os importadores está a China, com US$ 3,30 bilhões; seguida por Holanda, com US$ 2,47 bilhões; depois, Hong Kong, US$ 2,03 bilhões; em 4º lugar os EUA, US$ 1,57 bilhão; depois Emirados e, na sequência, o Japão, US$ 1,10 bilhão; e, por fim, a Índia, com US$ 1,09 bilhão. A região do Oriente Médio representa 14% do total exportado pelo Brasil. A região, no entanto, apresentou queda na receita em 25% em 2018, somando US$ 4,91 milhões.

Em comparação a 2017, as exportações do Brasil tiveram recuo de 9,8%, em 2018 com relação ao ano anterior. A receita de 2018 fechou em US$ 35,1 bilhões contra US$ 38,9 bilhões registrados em 2017. Os Emirados Árabes registraram a maior queda no volume importado, chegando a movimentar menos 22,7% do que em 2017. Em seguida, a Índia recuou 16,8% e o Japão 11,4%. Segundo a Abia, o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo e exporta para mais de 180 países.

A indústria de alimentos do Brasil cresceu 2,08% em faturamento no ano de 2018. O montante chegou a R$ 656 bilhões. Segundo a Abia, somando exportação e vendas para o mercado interno o setor representa 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A indústria de alimentos tem perspectiva de crescimento de 2,5% a 3% no volume produzido em 2019 e de aumento de 3% a 4% das vendas reais. São esperados cerca de US$ 40 bilhões em exportações.

Fonte: www.anba.com.br

 

Portos movimentam 1,117 bi de toneladas de cargas

A movimentação de cargas no setor portuário apresentou um crescimento de 2,7% em 2018, na comparação com o ano anterior. Dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, no ano passado, 1,117 bilhão de toneladas de cargas foram movimentadas em terminais públicos e privados. Os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017, quando foram movimentados 365 milhões de toneladas. Já os terminais privados movimentaram 743 milhões de toneladas no ano passado, um crescimento de 2,8% em relação a 2017 (723 milhões de toneladas).

Entre os portos públicos, o de Santos (SP) aparece na primeira posição, com 107,5 milhões de toneladas de cargas. Em segundo, está Itaguaí (RJ) com 56,6 milhões de toneladas. No terceiro lugar, Paranaguá (PR), com 48,5 milhões de toneladas. Depois aparecem Rio Grande (RS), com 27,2 milhões de toneladas movimentadas, e Suape (PE), que movimentou 23,4 milhões de toneladas.

Já em relação aos privados, o terminal de Ponta da Madeira (MA) liderou a movimentação em 2018, com 198,1 milhões de toneladas. Depois vem Tubarão (ES), com 103,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem Tebar (SP), com 44,1 milhões de toneladas; Tebig (RJ), com 42,9 milhões de toneladas; e Ilha Guaíba (RJ), com 41,2 milhões de toneladas.

As cargas de granel sólido foram as responsáveis pela maior movimentação. No total, os portos e terminais movimentaram 712,8 milhões de toneladas de granel sólido, 2,4% a mais que em 2017. Em seguida, com 235,1 milhões de toneladas, vêm as cargas de granel líquido, um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. Os contêineres aparecem em terceiro lugar, com 112,8 milhões de toneladas, crescimento de 4,8% em 12 meses. A carga geral solta movimentou 56,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,1% no período.

A principal carga transportada foi o minério de ferro. “O setor portuário movimentou 407 milhões de toneladas dessa carga em 2018. O minério de ferro, conforme os dados da Antaq, representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país”, informou a agência.

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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