Advertisement

Exportações do agro mantém crescimento

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em...

Negócios Internacionais / 19 Junho 2018

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em igual mês do ano passado. O aumento é atribuído à elevação de 1,3% no índice de preço e de 2% na quantidade. Para meses de maio, foi o terceiro maior valor da série histórica iniciada em 1997, situando-se abaixo apenas de 2012 e 2013.

O montante representa 51,8% das exportações totais brasileiras, superando o percentual de maio do ano passado, de 48,9%. A sazonalidade do escoamento da soja, cujo auge normalmente é atingido nesse período, explica o elevado montante registrado na exportação do mês.

As importações caíram 16,5%, recuando de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,08 bilhão em maio deste ano. Como consequência, o superavit passou de US$ 8,38 bilhões para US$ 8,88 bilhões, o segundo maior saldo da série histórica, para meses de maio, muito próximo do registrado em 2012, de US$ 8,92 bilhões.

Em maio se concentram os embarques de soja com as exportações atingindo US$ 5,81 bilhões, superando em 22,9% o valor contabilizado em igual mês do ano anterior e representando 58,2% de toda a exportação agrícola.

As vendas de soja em grão tiveram aumento de 23%, alcançando US$ 5 bilhões e equivalendo ao embarque de 12,35 milhões de toneladas. O desempenho dessas vendas foi explicado pelos acréscimos de 12,7% no volume exportado e de 9,1% no preço médio. As exportações de farelo somaram US$ 709,96 milhões, com acréscimo de 24,9% (+1,4% em quantidade e +23,2% no preço médio), e as de óleo, US$ 96,91 milhões, com aumento de 7,9% (+8,0% em quantidade e -0,1% no preço médio).

As exportações de produtos florestais, segundo setor da pauta em maio, atingiram US$ 1,11 bilhão, superando em 14,2% o valor de igual mês do ano anterior. A celulose foi o grande destaque, cujas vendas chegaram a US$ 727,81 milhões (1,28 milhão de toneladas), significando aumento de 37,9% (+7,8% em volume e +27,9% no preço médio). Essas exportações vêm registrando sucessivos recordes repetidos nesse em valor e quantidade.

As exportações de madeira e suas obras recuaram 12% (+1,9% em quantidade e -13,6% no preço médio), caindo de US$ 278,31 milhões para US$ 244,94 milhões. Também caíram as vendas de papel, com decréscimo de 17,1% (-26,8% em quantidade e +13,2% no preço médio), reduzindo de US$ 166,40 milhões para US$ 137,92 milhões no período em análise.

Na terceira posição da pauta, as exportações de carnes caíram 9,6% de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,11 bilhão. A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango (-US$ 77,28 milhões), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram (-US$ 2,46 milhões). A interrupção das vendas à Rússia foi compensada principalmente pelo acréscimo das exportações à China (+US$ 49,86 milhões) e ao Chile (+US$ 10,53 milhões).

O complexo sucroalcooleiro registrou queda de 36,4%, posicionando-se na quarta posição da pauta. Desde abril do ano passado o açúcar em bruto registra quedas no preço médio de exportação, o mesmo acontecendo com o açúcar refinado.

O café, com queda de 42,3%, manteve-se como quinto principal setor na pauta. As vendas de café verde caíram 44,5% (-38,4% em quantidade e -9,9% no preço médio), passando de US$ 386,25 milhões para US$ 214,49 milhões. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a queda em maio teve influência da menor oferta em face do período de entressafra e de baixos estoques, agravada pela paralisação dos caminhoneiros que atrasou parte dos embarques.

Registraram-se recordes de exportações, além de soja em grão e celulose: suco de laranja (recorde em quantidade), arroz (em quantidade), bovinos vivos (em valor), mangas (em quantidade), castanha do pará (em valor) e melões (em valor e quantidade).

Nas importações, a pauta foi liderada por cereais, farinhas e preparações, cujas aquisições. Compõem o grupo, o trigo (- 10,8%, atingindo US$ 83,51 milhões), o malte (-27,1%; US$ 27,86 milhões), o arroz (-53,9%; US$ 13,83 milhões) e a farinha de trigo (+0,4%; US$ 10,66 milhões). O segundo setor foi o de produtos florestais (-8,2%; US$ 122,19 milhões), oleaginosos (+31,9%; US$ 98,70 milhões), pescados (-19,0%; US$ 85,29 milhões) e lácteos (-27,6%; US$ 43,98 milhões).

 

Aumento do preço do frete prejudica indústria têxtil

A Abit se posiciona contrária ao estabelecimento de uma tabela com preços mínimos para o transporte de cargas. A medida do governo, regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) causará prejuízos às empresas do setor têxtil e de confecção, além de atingir a produção e causar desemprego.

O novo tabelamento trará danos também ao consumidor final, já que os produtos ficarão mais caros para ressarcir os gastos com o acréscimo no valor do frete. De acordo com a Associação, a mudança custará cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano a mais aos produtores têxteis e de confecção. Hoje, o setor já desembolsa R$ 7 bilhões anualmente com envio de cargas.

A medida também fere a constituição e vem contra o livre mercado, fazendo com que o País retroceda no tempo. “É uma questão anacrônica e inconstitucional. Irá gerar menos investimento, menor produção e oferta. No final, o caminhão vai ficar parado. Devido à queda na movimentação produtiva”, analisa Fernando Pimentel, presidente da Abit.

Recentemente, a greve dos caminhoneiros, que durou 10 dias, gerou perdas estimadas em R$ 2 bilhões às companhias da cadeia têxtil e de confecção. A indústria ainda foi impactada com a redução da alíquota do programa Reintegra, que reduz impostos cobrados nas exportações, e com a reoneração da folha de pagamento.

 

BNDES e MCTIC divulgam chamada de projetos de Internet das Coisas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações (MCTIC) lançaram nesta quinta-feira, 14, chamada para seleção de projetos-piloto de Internet das Coisas (IoT), iniciativas de aplicação deste tipo de tecnologia que serão testadas em plataformas de experimentação e/ou em ambientes reais.

As propostas devem ser submetidas ao BNDES até 31 de agosto. A iniciativa é uma das medidas de impacto recomendas pelo estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, realizado pelo Banco em parceria com o MCTIC.

O orçamento total para projetos de IoT é de R$ 20 milhões com uso de recursos não reembolsáveis. A fim de alavancar os investimentos totais, os projetos deverão prever aplicação de recursos financeiros como contrapartida, e o BNDES apoiará até 50% do custo de cada iniciativa selecionada. O valor mínimo do apoio do BNDES a cada plano de projetos pilotos será de R$ 1 milhão.

Poderão ser apoiadas soluções executadas por Instituições Tecnológicas públicas ou privadas sem fins lucrativos dentro do foco de cada um dos seguintes ambientes: Cidades Inteligentes, Ambiente Rural e Saúde.

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com