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Explicação da CVC está correta, renegando o seu fundador?

Empresário Guilherme Paulus confessou à PF ter, em 2013, pago propina para fiscais da Receita e ao Carf.

Acredite se puder / 12 Março 2019 - 18:28

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A CVC Brasil, em comunicado ao mercado, informou que a empresa citada nas investigações desta terça-feira “não tem qualquer relação com a companhia”. Ainda segundo a empresa, “nenhuma das pessoas citadas, incluindo o Sr. Guilherme Paulus, possuem cargos executivos ou na administração da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S/A”. Acontece que, o empresário Guilherme de Jesus Paulus, fundador do grupo CVC Brasil, confessou à Polícia Federal ter, em 2013, pago propina para fiscais da Receita e conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para livrar a CVC Tur, uma das participantes do seu grupo, da cobrança de R$ 161 milhões em tributos federais.

A nota da explicativa da companhia, no entanto, parecer não ter considerado um pequeno detalhe: Paulus, durante o período em que participou das operações pouco ortodoxas, era o presidente do Conselho de Administração da CVC Brasil. E só deixou de ser membro desse conselho em março do ano passado, pouco antes de fazer a delação premiada. Atualmente, Paulus é apenas um acionista minoritário da empresa, pois em 2009 vendeu o controle para o grupo norte-americano Carlyle.

A Comissão de Valores Mobiliários tem de exigir um maior esclarecimento da CVC Brasil durante o período em que os mal-feitos eram praticados e o quanto a empresa pode ter sido atingida. A CVC Brasil é controlado por dois fundos, o Fip, que tem 7,02% do capital votante, e o Gip, com 5,01%. As restantes ações ordinárias estão divididas entre14.890 pessoas físicas, 766 jurídicas e 400 investidores institucionais.

 

SEC pune distorções fraudulentas aos investidores

A Securities and Exchange Commission puniu a Lumber Liquidators Holdings Inc. com uma multa de US$ 6 milhões por fazer declarações distorcidas aos investidores. As acusações derivam das falsas respostas da companhia às acusações da mídia de que a empresa estava vendendo pisos laminados que continham níveis de formaldeído que excedem os padrões regulatórios. Além disso, a empresa concordou em pagar mais US$ 33 milhões para se livrar do processo de Fraude movido pelo Departamento de Justiça e Procuradoria do Distrito Leste da Virgínia.

 

Max B proibido de voar no espaço aéreo europeu

Através da Agência Europeia de Segurança Aérea, a União Europeia anunciou a proibição de voos com aparelhos Boeing 737 Max 8 e 737 Max 9 no seu espaço aéreo. O segundo acidente fatal com um 737 Max em menos de cinco meses está custando muito para a Boeing. Na segunda-feira, as ações da companhia norte-americana desvalorizaram mais de 5%. No pregão seguinte, baixaram mais 7,32%, para US$ 370,72. Assim, em apenas dois dias, os títulos já acumulam uma desvalorização de 12%, que se traduz numa diminuição de US$ 29,3 bilhões no valor de mercado.

 

Brexit pode ser adiado

Se na quinta-feira os parlamentares ingleses recusarem a saída desordenada da União Europeia, haverá uma nova votação para aprovar o adiamento do Brexit.

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