Expectativa de crescimento de serviços em 2019 permanece em 1,0%

Mesmo com retração, CNC eleva de 1,9% para 2,0% previsão para 2020; estimativa baseia-se em dados de novembro da PMS do IBGE.

Conjuntura / 12:56 - 15 de jan de 2020

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Em novembro, o volume de receitas do setor de serviços apresentou retração de 0,1%, na comparação com outubro, mantendo-se praticamente estável, mas registrando o primeiro resultado negativo após duas altas expressivas, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manteve a projeção de crescimento dos serviços em 1,0%, em relação a 2018, o que representaria o primeiro avanço anual desde 2014 (+2,5%).

A entidade continua apostando em um 2020 mais favorável para o setor e revisou de +1,9% para +2,0% sua previsão de crescimento para este ano.

"A inflação bem controlada, com expectativa de variação abaixo do centro da meta ao longo de 2020, deverá permitir a manutenção de taxas de juros próximas do piso histórico ao longo deste ano", afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

No trimestre encerrado em novembro, o setor de serviços acumulou alta de 2,1%. Já na comparação com novembro de 2018, houve alta de 1,8% – maior taxa para o mês desde 2013 (+4,3%) –, destacando-se as variações nos volumes de receitas dos serviços de informação e comunicação (+4%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,8%).

No acumulado de 2019, o setor de serviços registrou avanço de 0,9% entre janeiro e novembro, puxado, principalmente, pelo avanço do setor no Estado de São Paulo (+3,2%). Mais da metade (15) das unidades da Federação ainda registram perdas nos 11 primeiros meses do ano, com destaque para Rio de Janeiro (-1,2%), Paraná (-2,2%) e Rio Grande do Sul (-1,9%).

Na comparação mensal, entre novembro e outubro de 2019, três dos cinco subsetores apresentaram evoluções negativas, destacando-se as taxas dos serviços prestados às famílias (-1,5%) e o segmento de transportes (-0,7%).

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