Exército venezuelano se une à campanha contra sanções dos EUA

Ministro da Defesa disse que justiça deveria ser aplicada contra aqueles que instigaram sanções de Washington contra seu país.

Internacional / 14:56 - 14 de ago de 2019

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O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, liderou nesta terça-feira a campanha de assinatura entre membros das Forças Armadas Bolivarianas Nacionais (FANB) para protestar contra as sanções econômicas dos EUA.

Padrino López disse em um discurso transmitido na televisão que eles capturariam "nossos sentimentos de raiva, rejeição, condenação e ódio contra o despotismo" nos cadernos de anotações de assinaturas.

"Temos muitas fontes de inspiração este ano para voltar à nossa história, para encher nossos pulmões de amor pela nossa pátria, para rejeitar o imperialismo americano", disse ele.

O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva que congela todos os ativos estatais venezuelanos nos EUA no dia 5 de agosto.

O ministro disse que a justiça deveria ser aplicada contra aqueles que instigaram as sanções econômicas de Washington contra a Venezuela.

"Como soldados da FANB, estamos com sede de justiça, queremos justiça e todos esses danos para a Venezuela. Tudo isso deve ser julgado pela Justiça venezuelana", disse ele.

No dia 8 de agosto, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu uma campanha de "milhões de assinaturas" para apoiar um manifesto que pretende apresentar em setembro à 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas para denunciar o "bloqueio criminoso" dos EUA.

Padrino López também negou a possibilidade de uma tentativa de golpe de Estado no país, ou uma transição política que a oposição considera necessária para acabar com a crise.

"Não vai haver nem golpe de Estado, nem governo de fato, nem transição alguma", disse ele nessa terça-feira. "Aqui não vai se instalar qualquer governo porque as Forças Armadas estão consciente das suas obrigações morais e constitucionais".

O ministro acrescentou que os militares vão "defender a democracia" e o "presidente Nicolás Maduro, eleito pelo povo".

A crise política, econômica e social venezuelana agravou-se desde janeiro deste ano, quando o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela. A oposição, que conta com o apoio de mais de 50 países, defende que para resolver a crise Maduro deve ser afastado do poder, deve ser designado um governo de transição e convocadas eleições livres e transparentes.

Mais de 4 milhões de venezuelanos abandonaram o país, desde 2015, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Com informações da Xinhua e da Agência Brasil, com informações da RTP

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