Ex-controladora da Valid pode encerrar suas atividades

Empresa passou por um período de grandes mudanças, com a saída dos antigos dirigentes.

Acredite se Puder / 16:42 - 26 de nov de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A De La Rue, fabricante de papel-moeda, passaportes e selos fiscais, anunciou a suspensão do pagamento de dividendos e fez um alerta sobre a possível incapacidade de prosseguir com a sua atividade. Por causa disso, as ações da empresa sediada em Basingstoke, no Reino Unido, chegaram a desvalorizar 23,63%, mas a baixa foi reduzida para 21,35%, e a cotação ficou em 137,80 pence. Com essa queda, as perdas acumuladas deste ano se situam em 68%. No semestre terminado em setembro, a De La Rue teve prejuízo de 9,2 milhões de libras, contra lucro de mais de 10 milhões em igual período do exercício anterior, e a sua dívida aumentou 58% para 170,7 milhões de libras.

A empresa passou por um período de grandes mudanças, com a saída dos antigos chairman, CEO e a maioria dos membros do conselho de administração, que se despediram. Além disso, também foram grande as dificuldades atravessadas nos últimos dois anos de grandes, sendo a pior a perda do contrato de 490 milhões de libras para a impressão dos novos passaportes britânicos, que foi ganho pela francesa Gemalto, e um prejuízo de 18 milhões de libras devido à falta de pagamentos do Banco Central da Venezuela.

 

Analistas acreditam no crescimento do varejo

Os especialistas das principais casas de análises brasileira se mostram confiantes no bom desempenho das ações de varejo, devido ao contexto de recuperação econômica. Os da XP Investimento, por exemplo, mandam comprar ações de quatro empresas: Via Varejo, Lojas Renner, Vivara e Pão de Açúcar. Mantiveram a recomendação neutra para Lojas Americanas, Magazine Luiza e Carrefour e desaconselham a compra da B2W.

Os do Itaú BBA atualizaram o modelo de análise para Cia Hering e baixaram o preço justo de R$ 36 para R$ 34 por ação para o fim de 2020, mas mantiveram a recomendação de “market perform”. Para a Guararapes, a classificação continuou em “outperform”, com novo preço justo de R$ 24.

 

Morgan reduz classificação da MRV

O JPMorgan reduziu para neutra a cotação da MRV Engenharia e baixou o preço alvo para R$ 20. O engraçado é que a cotação não consegue ultrapassar a resistência em R$ 18, e os analistas do banco norte-americano soltam essa análise contraditória. Além disso, a companhia comunicou que distribuirá os dividendos extraordinários no montante de R$ 327,9 milhões, aprovados em abril. Mas com pagamento em duas parcelas. Não se sabe se isso é fraqueza ou robustez da MRV, pois após o recebimento haverá um ajuste de R$ 0,37, e a cotação vai para a faixa dos R$ 15.

 

Empresa de biotecnologia multada em US$ 1,5 mi

Durante anos, Parker H. “Pete” Petit e William C. Taylor, respectivamente ex-CEO e ex-COO do MidMedx Group Inc, da Georgia, distorceram as receitas da companhia, enganaram os investidores e todos os auditores externos, membros do Comitê de Auditoria e advogados externos que questionaram essas transações. Por causa disso, a Securities and Exchange Commission acusou a empresa de biotecnologia de fraude por celebrar acordos paralelos não revelados com cinco distribuidores, permitindo a devolução dos produtos e condicionando o pagamento dos intermediários nas vendas aos usuários finais. A empresa concordou com o pagamento de US$ 1,5 milhão para evitar o processo. A SEC, no entanto, acusa Petit e Taylor de mentirem para os auditores externos e quer lhes aplicar uma multa conforme o que receberam com as irregularidades.

 

Alta do dólar afeta empresas aéreas

As ações das empresas aéreas foram as mais afetadas pela cotação elevada do dólar. Gol caiu mais de 4%, e Azul baixou mais de 6%.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor