Ex-CEO vende 20% da participação e derruba ações da Uber

Cotação da empresa de transporte caiu mais de 40% desde a abertura de capital.

Acredite se Puder / 19:38 - 11 de nov de 2019

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Travis Kalanick, antigo CEO e atual membro do conselho de administração da Uber Technologies, vendeu 20% da sua participação por US$ 547 milhões, após terminar a fase de lockup. Este período, que durou 180 dias, impedia investidores iniciais de vender ações após a oferta pública de maio. Essa operação provocou uma queda na cotação dos papéis da companhia. Depois dessa transação, ele ainda tem 78 milhões de ações, o que representa uma participação de 4,6%. Segundo o índice dos multimilionários da Bloomberg, Travis Kalanik tem um patrimônio avaliado em US$ 3,5 bilhões. Desde a oferta pública inicial, as ações da Uber já desvalorizaram mais de 40%, o que reduz o valor de mercado da empresa norte-americana para cerca de US$ 45 bilhões. Quando inicio a movimentação na bolsa, o valor de mercado da companhia era US$ 76 bilhões.

 

Adidas vai fechar duas ‘speedfactories’

A Adidas comunicou nesta segunda-feira que, no máximo até abril de 2020, encerrará as atividades das “speedfactories” em Ansbach, na Alemanha, e Atlanta, nos Estados Unidos, duas unidades de produção quase totalmente automatizada, muita tecnologia e pouca mão de obra para o fabrico de calçado desportivo. As unidades são geridas em parceria com a especialista em plásticos Oechsler, Os processos desenvolvidos nas “speedfactories”, no entanto, serão utilizados até o final deste ano por dois fornecedores na Ásia, onde os custos de produção são muito mais baixos.

A decisão é um revés para quem espera que projetos como as fábricas de velocidade representem o início de uma nova era de fabricação na Europa e na América do Norte. A fábrica de Ansbach tem metade do tamanho de um campo de futebol, com apenas 160 funcionários para produzir 1.500 pares de sapatos por dia, ou 500 mil por ano. A Oechsler lamenta a decisão da Adidas.

 

Receita da Energisa aumentou 10%

A Energisa apresentou lucro líquido de R$ 53,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, menor 79,2% sobre o registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia subiu 27,2%, para R$ 885,1 milhões, enquanto o ajustado teve crescimento de 28,2%, totalizando R$ 979,9 milhões entre julho e setembro deste ano. A receita operacional líquida da companhia, que exclui receita de construção, ficou em R$ 4,125 bilhões no terceiro trimestre, com aumento de 10%.

 

Ações da CVC se esborracham

As ações da CVC caíram de R$ 45,37 para R$ 43,79 devido à queda no lucro e no Ebtida. Os especialistas das duas principais casas de análises, no entanto, continuam mostrando otimismo em relação à empresa. Os do Bradesco BBI reconhecem que a companhia reportou resultados um pouco mais fracos que o esperado com crescimento de reservas subindo 3,1% no Brasil (versus estimativa de alta de 4,8%), além de dados piores de receita e Ebitda. Já o lucro veio um pouco acima do esperado devido a performance melhor na Argentina e impostos mais baixos. Apesar disso, mantêm visão positiva para companhia no próximo ano e recomendação outperform.

Os do Itaú BBA destacam algumas “surpresas negativas” informadas pela empresa, como provisões adicionais de R$ 45 milhões relacionadas à Avianca no terceiro trimestre; a companhia espera mais provisões entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões no futuro, que não eram esperadas pelo mercado. Além disso, ressaltam que a deterioração de 6,4% nas vendas mesmas lojas no período foi pior do que o esperado.

 

B3 não satisfez especialistas

Os analistas do Itaú BBA avaliaram como neutro e esperado o resultado da B3, com tendências saudáveis na divisão de ações e um rígido controle de despesas. Ressaltam, no entanto, que, embora positivos, não oferecem surpresas ao mercado.

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