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Evolução da economia argentina

A firme decisão dos EUA de encerrar, gradualmente, o financiamento do banking mundial desde o final do ano passado prosseguiu desprezando US$...

Internacional / 10 Julho 2018

A firme decisão dos EUA de encerrar, gradualmente, o financiamento do banking mundial desde o final do ano passado prosseguiu desprezando US$ 75 bilhões e mais US$ 65 bilhões em fevereiro deste ano. Ao que tudo indica, a decisão tomada estava aprovando a interrupção total da “flexibilização quantitativa”, isto é, da interrupção em massa de emissão de nova moeda que foi decidida como resposta à crise do sistema financeiro após 2008.

Já primeira a China foi forçada a aceitar a pressão e anunciou o lançamento de um generoso programa aumentando os créditos na economia. Uma amostra de dimensão da ordem é preciso destacar que o aumento da liquidez na China desde janeiro deste ano equivale ao triplo do total do plano da moeda que foi impresso pelos bancos centrais da China e do Japão juntos.

 

País prepara volta à dolarização,

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A Europa, favorecida, por sua vez, provisoriamente, pelo fluxo maciço de capital pelos mercados emergentes dos centros metropolitanos imperialistas que usufruíram de um pequeno luxo de atrasarem, enquanto, simplesmente anunciaram novas políticas, mas não para muito.

Além de tudo isso, são os aceites básicos do desafio monetário. Este indesmentível fato de conformação das evoluções e das imediatas ações do US Tapering, a explosão das taxas de juros de empréstimos dos mercados emergentes e o gasto excessivo das reservas cambiais secaram, literalmente, os capitais, os quais apressaram-se a buscar a segurança das metrópoles capitalistas.

Inflação e panelaços

A Argentina foi uma das metrópoles que não negligenciou da oportunidade, mas, também, não foi tão forte para definir questões econômicas deste mundo. A política econômica adotada então foi baseada sobre os grandes gastos estatais de um passado recente. Foi ali que encontrou-se o US Tapering com a (questão) monetária argentina.

A política econômica levada a efeito voltou a apoiar-se sobre os elevados gastos estatais e na impressão de dinheiro novo. Com ritmo de crescimento atingindo 7,2%, que o trabalhador não teve a oportunidade para experimentar considerando que o inchaço da inflação dissolveu todos os seus ganhos e injetou uma nova transferência de dinheiro aos ricos oligarcas do país com o caminho de desenvolvimento.

Para a explosão da inflação foram apontadas várias avaliações que entrechocavam-se e uma vez mais levando o povo às ruas munido de suas panelas e realizando ruidosos panelaços de protesto contra uma inflação de 28%, enquanto a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) sinalizava evidente divulgação de dados falsos pelo governo.

O fato é que o peso argentino não tem sido desvalorizado em torno de 11% nos mercados de capitais e as maiores autoridades monetárias argentinas estão preparando uma nova aventura de reindexação com o dólar norte-americano.

Este foi o básico “toque do Rei Midas” que resultou na grande falência de 1997–2000. Consequentemente, o US Tapering não poderia entrar em mais um período problemático para as reservas cambiais do país e sua estabilidade monetária.

Desordenado desenrolar

Ao mesmo tempo, ocorrem outros problemas. Um deles é o marasmo do mercado de soja e, mais especificamente, do mercado mundial de alimentos, fato que não atinge a Argentina por enquanto, que é o segundo maior produtor de soja depois da China.

São também, obviamente, as contas-correntes do passado. A Argentina permanece bloqueada pelos mercados mundiais desde os mercados de dívidas, considerando que se encontra em “negociações” com o bilionário empresário de fundos Paul Singer com relação a ações na justiça em decorrência da falência de 2000 totalizando US$ 50 bilhões. Recusa-se a aceitar as condições de indenização que já foram aceitas pelos demais credores do país.

Se for calculado o rendimento médio dos bônus da Argentina (estima-se em 12% a mais entre os demais países em desenvolvimento) e que suas reservas cambiais constituem a principal fonte de dólares para o pagamento dos portadores de seus papéis, toda esta pressão amarra pessimamente como o US Tapering e suas visíveis ações equivocadas.

São muito poucos os que investem hoje seus recursos no mercado da Argentina. Já são contados nos dedos de uma mão.

O novo Conselho de Ministros revelou sinais de ter compreendido suficientemente. Assim, comprometeu-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a continuar as negociações em busca de um acordo para a dívida vencida. Mas, também, os movimentos apaziguadores como, por exemplo, o Novo Indicador de Preços ao Consumidor que, na realidade dissimula a animalesca inflação que atrai novos investidores.

Começou, então, o desordenado desenrolar. Os elogios e os engodos dos acordos. O desordenado desenrolar argentino. Uns realizam, provisoriamente, seus “negócios”. Outros já realizaram como deviam. Gentes de esquerda não tão moderados. Líderes radicais das praças e analistas das evoluções, todos eles apaixonado por helicópteros.

 

Hector Sortino

Latino-Americana de Notícias.