Advertisement

Europa dá partida em plano contra Brexit sem acordo

Jean-Claude Juncker assegurou que uma saída desordenada do Reino Unido seria 'uma catástrofe absoluta'

Acredite se puder / 19 Dezembro 2018

A Comissão Europeia divulgou o seu plano para prevenir e reduzir os efeitos de um Brexit desordenado. O anúncio foi um dia depois do governo britânico revelar já estar pondo em prática um plano de emergência. Os europeus estabeleceram 14 medidas relacionadas a setores sensíveis, como os serviços financeiros, o transporte aéreo, alfândegas e política climática. Reconhecem que são medidas temporárias para reduzir o impacto da saída sem acordo. Quanto aos serviços financeiros, a Comissão adotou uma decisão de equivalência temporária e condicional por um período fixo e limitado, respetivamente, de 12 meses, para evitar perturbações na compensação central de produtos derivados, e de 24 meses, para garantir que não existem perturbações nos serviços de depósitos centrais para os operadores da UE que atualmente recorrem a operadores britânicos.

Para os transportes existem duas propostas de regulamento destinadas a evitar “a interrupção total do tráfego aéreo entre a UE e o Reino Unido em caso de ausência de acordo”: a primeira visa assegurar temporariamente, durante um ano, a prestação de certos serviços aéreos entre as partes, e a segunda o prolongamento temporário (durante nove meses) da validade de algumas licenças de segurança aérea. Para o setor rodoviário haverá uma autorização temporária de nove meses para os operadores britânicos transportarem mercadorias que se destinam à UE, desde que o Reino Unido confira direitos equivalentes aos transportadores rodoviários provenientes da UE e sob a condição de que estes respeitem as regras de uma concorrência leal".
No quadro alfandegário e de transporte de mercadorias, a Comissão apresentou a proposta que inclui os mares que rodeiam o Reino Unido nas disposições relativas aos limites temporais de apresentação das declarações de entrada e saída de produtos da área aduaneira da UE, e outra que pretende incluir aquele país na lista de estados que beneficiam de uma autorização geral de exportação de produtos de dupla utilização em todo o espaço comunitário.

Na política climática, suspender temporariamente a alocação de quotas de emissão gratuitas, e a licitação e permuta de créditos internacionais a partir de 1 de janeiro de 2019, e permitir a alocação de quotas anuais próprias às empresas britânicas para o acesso ao mercado único, até 31 de dezembro de 2020, data em que expira o período de transição.

 

Saída desordenada será ‘catástrofe absoluta’

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, assegurou que uma saída desordenada do Reino Unido seria “uma catástrofe absoluta”, motivo pelo qual o dirigente trabalha para evitar esse cenário. E destacou que a Comissão Europeia está a envidar os “melhores esforços” para que uma saída desordenada não aconteça.

 

Petróleo recupera com garantia saudita

O ministro saudita da Energia, Khalid Al-Falih, garantiu que o corte de produção acordado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo acontecerá em abril do próximo ano. Para os analistas internacionais, isso motivou a interrupção das quedas seguidas que vinha sendo registradas na cotação do produto, pois nas três sessões anteriores acumulou perda de 12%. Assim, como já era previsível, a reação ocorreu e a cotação do barril do Brent valorizou 2,36% e retornou para US$ 57,49, enquanto o do WTI subiu 3,09%, voltando para US$ 47,67. A Arábia Saudita agora é a segunda maior produtora de petróleo. No primeiro lugar se encontra os Estados Unidos, com uma quantidade ligeiramente inferior a da soma da Arábia Saudita e do Iraque. O importante é que o Brasil é o nono maior produtor, superando países como Venezuela e Angola.