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EUA processam Facebook por escândalo da Cambridge

Nova denúncia fala em compartilhamento não autorizado de dados com Netflix e Microsoft

Informática / 19 Dezembro 2018 - 22:46

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O procurador-geral do Distrito de Colúmbia (DC), Karl Racine, iniciou processo contra o Facebook devido ao escândalo da Cambridge Analytica, empresa de consultoria que teve acesso aos dados pessoais de milhares de usuários da rede social. O esquema teria beneficiado a eleição do presidente Donald Trump.
A notícia do processo se seguiu a outra, publicada pelo The New York Times em sua edição desta quarta-feira: o Facebook teria permitido a grandes empresas do ramo da tecnologia acesso a dados e informações pessoais dos seus usuários.
O jornal norte-americano teve acesso a mais de 270 páginas de documentos da empresa que comprovam como os dados foram compartilhados sem o conhecimento e consentimento dos usuários. Entre as mais de 150 empresas beneficiadas estão Microsoft, Amazon, Netflix, Spotify, Yahoo e o Royal Bank of Canada.
O diretor de Plataformas e Programas para Desenvolvedores do Facebook, Konstantinos Papamiltiadis, publicou texto no site da empresa em que nega as acusações: “Para ser claro: nenhuma dessas parcerias ou recursos deu às empresas acesso a informações sem a permissão das pessoas, nem violaram nosso acordo de 2012 com a FTC.”
Mas Papamiltiadis reconheceu que o Facebook precisa de um gerenciamento mais rigoroso sobre como parceiros e desenvolvedores podem acessar informações usando as APIs. “Já estamos no processo de analisar todas as nossas APIs e os parceiros que podem acessá-las.” E admitiu “Nós não deveríamos ter deixado as APIs no lugar depois de encerrarmos [o sistema de] personalização instantânea.”
O diretor de privacidade do Facebook, Steve Satterfield, se defendeu dizendo que nenhum dos acordos violou as políticas de privacidade ou qualquer lei. As empresas mencionadas pelo jornal nega-ram qualquer violação.
 

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