EUA passam Arábia na exportação de petróleo

Bank of America esperava que barril fosse a US$ 100 este ano, mas está na faixa de US$ 60.

Acredite se Puder / 18:19 - 12 de set de 2019

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O aumento da produção de petróleo de xisto permitiu aos Estados Unidos ultrapassarem a Arábia Saudita como o maior exportador, segundo consta no relatório publicado pela Agência Internacional de Energia nesta quinta-feira. Esta mudança de posição foi registrada em junho, quando as exportações dispararam mais de 3 milhões de barris por dia, elevando o total de exportações aos 9 milhões de barris diários. A agência não considera que se trate de um evento esporádico, mas sim parte de uma tendência que se tem vindo a consolidar. A tendência deve se perpetuar, por causa do ritmo em que está havendo a instalação das condutas e terminais necessários. Donald Trump tem se esforçado para que os Estados Unidos conquistem a liderança do setor energético e, por várias vezes, defendeu uma redução, apelando para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo a que não tomar medidas que levantassem os preços pois o mundo não aguenta mais escaladas no valor do barril.

Nesta quinta-feira, os membros da Opep se reuniram e discutiram medidas para prevenir uma queda acentuada dos preços do petróleo, tendo indicado que farão novos cortes. No relatório, a AIE alerta para os desafios que o cartel enfrentará no próximo ano com o previsível excedente, pois a procura na primeira metade de 2020 será de 1,4 milhão de barris a menos daqueles que foram produzidos no último mês de agosto. Além disso, vão enfrentar mais problemas com o crescimento da produção nos Estados Unidos e em outros países, como o Brasil e a Noruega. Ao contrário do pessimismo da Opep, a agência não alterou as previsões para a procura e manteve a projeção de 1,1 milhão de barris diários neste ano e de 1,3 milhão no próximo.

Depois de afirmar que, neste ano, a cotação do petróleo seria de US$ 100, os especialistas do setor no Bank of America foram substituídos? O Brent, em Londres, registrou queda de 0,38% para os US$ 60,58, e em Nova York, o West Texas Intermediate caiu 0,20% para os US$ 55,64.

 

BCE refaz projeções para PIB menor

Os economistas do Banco Central Europeu refizeram as projeções feitas em junho para o crescimento do PIB e da inflação da Zona Euro. Mario Draghi, presidente do BCE, depois de anunciar em Frankfurt, um pacote para transformar a política monetária ainda mais acomodatícia, revelou as novas projeções. Os técnicos do banco esperam um menor aumento no PIB. Para este ano admitem crescimento de 1,1%, de 1,2% no próximo e de 1,4% em 2021. estimativas As da inflação também sofreram diminuição, baixando para 1,2% neste ano, 1% no próximo e 1,5% em 2021. Se tais estimativas forem confirmadas, o BCE vai ficar longe do seu objetivo de inflação, que é abaixo mas próximo de 2%, até pelo menos 2021. Mario Draghi explicou que estas revisões foram provocadas pela permanência dos elementos de incerteza na conjuntura internacional, pelo agravamento da ameaça protecionista e pelas vulnerabilidades verificadas nos mercados emergentes.

 

Uber continua dispensando funcionários

Quem acreditou e entrou na euforia do IPO das ações do Uber Techonologies em quatro meses viu sua participação ser reduzida em cerca de 25%. E a intranquilidade deles aumenta a cada dia. Depois do IPO, a empresa de transportes divulgou prejuízo trimestral recorde, de US$ 5,24 bilhões. Na terça-feira, os legisladores da Califórnia aprovaram o projeto que equipara o Uber e a Lyft às empresas de táxi, acabando com os trabalhadores free lancers. Em julho, o Uber anunciou a demissão de 400 funcionários da área de marketing, praticamente um terço do departamento. Agora, volta a comunicar a demissão de mais 435 empregados, nas divisões de produtos e engenharia, que respondem por 8% desses setores. Essas diminuições no quadro de pessoal são reflexo do impacto das crescentes perdas e desvalorização das ações.

 

Censo de fantasmas

O Sistema S é o maior criatório brasileiro de fantasmas. Os ectoplasmas não trabalham, mas são regiamente remunerados, e ninguém sabe quantos são. No ano passado, o sistema arrecadou R$ 17 bilhões. Um corte de R$ 10 bilhões já desoneraria a folha de pagamento das empresas.

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