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Estudo mostra que 65% dos brasileiros compraram calçados ao preço médio de R$ 75,59

Conjuntura / 14:00 - 16 de Jan de 2017

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Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Abicalçados) à empresa Kantar Worldpanel e apresentada na 44ª edição da Couromoda, mostrou que, de outubro de 2015 a outubro de 2016 (os dados de todo o ano passado ainda estão sendo finalizados), o varejista calçadista registrou queda de 16,5% no número de pares vendidos e de 15,4% na receita. O tíquete médio teve variação positiva de 1% no período, enquanto o volume médio caiu 14,3% e a frequência média reduziu-se em 14%. Os resultados da pesquisa são apresentados diariamente na Couromoda, entre 15h e 16h, pelo diretor-executivo da Ablac, Wesley Barbosa, e também serão mostradas no jantar da entidade nesta segunda-feira no Fórum Couromoda. - O ano de 2016 foi especialmente desafiador para o varejo de calçados. Com o bolso apertado, o consumidor priorizou a compra de alimentos e as categorias de calçados e roupas foram muito impactadas - afirma o presidente da Ablac, Imad Esper. Segundo o dirigente, a coleta de dados envolveu 11.300 famílias, representando um universo de 132 milhões de pessoas, de todas as regiões brasileiras e das classes econômicas AB1, B2, C1, C2, D e E, e foi feita com leitura do código de barras e verificação do tíquete de compra. No período acima, 65% dos brasileiros compraram pelo menos um par de calçados, com preço médio de R$ 75,59. A frequência de compras foi de 2,8 vezes, o número médio de pares adquiridos a cada visita à loja foi de 1,5 e o gasto médio a cada compra chegou a R$ 89,23. - A retração em volume e valor deve-se à diminuição da frequência de compras em 12,5% e ocorreu principalmente no segmento feminino - explica a diretora de Novos Negócios da Kantar Worldpanel, Tathiane Frezarin, coordenadora da pesquisa. Todos os segmentos de produtos sofreram queda no volume de vendas em 2016. O feminino (o maior do mercado) caiu 16% em volume e 16% em valor. O masculino, o menor, registrou redução de 3% em volume e 8% em valor. O calçado infantil, por sua vez, perdeu 26% do volume e 19% do valor. O esportivo também foi duramente impactado, tendo registrado perda de 19% em volume e de 25% em valor devido à busca por produtos mais baratos por parte dos consumidores brasileiros. Enquanto as lojas perderam consumidores e vendas, os magazines, ao contrário, apresentaram resultados positivos entre setembro/outubro de 2015 e setembro/outubro de 2016, "roubando" espaço de outros canais. Eles atraíram mais de um milhão de consumidores exclusivos, que estão mixando menos os dois canais e frequentando em número menor lojas de calçados. O resultado positivo dos magazines em 2016 ocorreu tanto em volume quanto em receita de vendas de calçados: crescimento de 3% e 5%, respectivamente.

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