Estrangeiros investirão no Brasil por ações da Petrobras

Serão R$ 7 bilhões em poder da Caixa e R$ 8 bilhões da BR.

Acredite se Puder / 18:37 - 11 de jun de 2019

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Os analistas estão na expectativa de uma substancial de recursos externos será injetada na economia brasileira, através da bolsa, com a venda de ativos de empresas e bancos públicos. Na última sexta-feira, a Petrobras anunciou que terá um encaixe de R$ 8 bilhões com a venda de sua participação na BR Distribuidora. Na última terça-feira, foi a vez da Caixa divulgar que vai vender sua participação de 3,24% na Petrobras por R$ 7,2 bilhões, depois de já ter se desfeito de sua participação acionária no IRB Brasil Re e captado R$ 2,5 bilhões.

As ações da petrolífera em poder da Caixa são ordinárias e serão vendidas no Brasil e no exterior. Pelo prospecto, cerca de 30% das ações serão destinadas aos investidores pessoa física, que terão entre 17 e 24 de junho para fazer as reservas. O valor mínimo de investimento será de R$ 3 mil e o máximo de R$ 1 milhão. Funcionários da Petrobras e da Caixa terão prioridade para comprar até 2% do valor total. O início das negociações das ações vendidas no pregão da bolsa está previsto para o dia 27. Apesar de a economia brasileira passar por um momento delicado, a operação deverá contar com demanda forte de investidores estrangeiros, segundo fontes, por se tratar de uma empresa global e de alta liquidez.

 

Bolsas europeias batem recorde de um mês

As bolsas europeias terminaram em alta pela terceira sessão consecutiva, comemorando o acordo comercial entre os Estados Unidos e o México, que fez parar a implementação de tarifas sobre produtos mexicanos e das garantias dos maiores bancos centrais do mundo de que vão continuar a apoiar a economia, mesmo que para isso seja necessário cortar os juros. Essas garantias foram dadas pelo Fed, Banco Central Europeu e Banco do Japão nos últimos dias, ajudaram a levar o Stoxx600 para a sua terceira sessão consecutiva de ganhos e a tocar no valor mais alto desde 17 de maio. O índice Stoxx600, que reúne as ações das mais importantes empresas cotadas nas bolsas europeias, valorizou 0,69% para os 380,89 pontos, impulsionado pelo setor da mineração, automóvel e químico.

 

Justiça condena mineradora de bitcoin

A Securies and Exchange Commission já decidiu não aprovar os fundos enquanto o mercado de criptomoedas não for sadio. Todo dia, estoura uma confusão. A última é que a 4ª Vara Cívil de São Paulo condenou a Hash Brasil, empresa de mineração de bitcoin, e seu fundador, Leonardo Janiszevski, ao pagamento de R$ 300 mil, caso não entreguem 34 mineradoras Antminer 59 a um cliente, dentro de 30 dias. A ação tramitava desde 2016 por uma pessoa que havia feito três contratos com a empresa brasileira, mas as máquinas ficariam numa fazenda de mineração na |China.

 

Juiz aceita falência da Brasil Pharma

O juiz Marcelo Barbosa Sacramone aceitou o pedido da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo e decretou a falência da Brasil Pharma. Houve o reconhecimento da “inviabilidade da manutenção da empresa” e do plano de recuperação judicial. A Deloitte Touche Tohmatsu é a administradora judicial. Interessante é que a Brasil Pharma, apesar de em determinado momento ter tido o BTG Pactual como majoritário com 75%, tinha o controle difuso, ou seja, todos mandavam e ninguém obedecia. Então, qual a razão que impede os investidores prejudicados a recorrerem a justiça contra o banco? Nos Estados Unidos, isso é normal.

 

Bradesco vende participação na NCR Brasil

Com a assessoria financeira do Banco Bradesco BBI, o Bradesco assinou nesta terça-feira o contrato para alienação da totalidade da participação minoritária indiretamente detida na NCR Brasil – Indústria de Equipamentos para Automação S/A à NCR Corporation.

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