Espanha: Psoe vai buscar união das esquerdas

Socialistas rejeitam possibilidade de aliança com o PP, de centro-direita.

Internacional / 15:30 - 11 de nov de 2019

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O Psoe obteve o maior número de cadeiras no Parlamento nas eleições na Espanha deste domingo, entretanto esteve longe de conseguir a maioria absoluta e terá de compor com outras legendas para conseguir a formação de um governo.

Em relação às eleições legislativas disputadas em abril, os socialistas ficaram com três cadeiras a menos, tendo perdido 800 mil votos e chegado a 120 deputados. O PP, segundo colocado, conquistou 88 assentos e a grande novidade do pleito foi a ascensão do Vox, de extrema-direita, que se tornou a terceira força política do Legislativo, com 52 parlamentares, 28 a mais do que em abril.

O partido Cidadãos, da direita liberal, foi o grande derrotado das eleições que agora só está com dez deputados, o que provocou a saída de Alberto Rivera, seu único presidente desde a fundação da legenda em 2006, não só do comando como também da vida política.

O Unidas Podemos elegeu 35 deputados, sete a menos do que havia conquistado no último pleito, e sua dissidência, o Mais País, fundado por Íñigo Errejón, obteve três cadeiras no Parlamento. Curiosamente, somadas as duas agremiações tiveram 34,5 mil votos a mais que o Vox, mas como o sistema eleitoral espanhol tem uma fórmula que favorece partidos que acumulam um grande número de votos em uma determinada circunscrição, a formação de extrema-direita se saiu melhor.

 

Novo governo

 

Pedro Sánchez, no poder de forma interina desde abril, já que não houve possibilidade de se formar um novo governo na Espanha, anunciou que vai buscar um “governo progressista liderado pelo PSOE”. Para tanto, ele apelou a “todas as partes” para tentar “desbloquear a situação”. “Meu compromisso é que desta vez sim, sim ou sim, teremos um governo progressista.”

Para cumprir seu compromisso, ele precisa não apenas do Podemos de Pablo Iglesias como também de legendas menores e da abstenção dos independentistas, além da boa vontade do Cidadãos.

A prefeita de Barcelona e uma das mais importantes figuras políticas do país, Ada Colau, alertou: “Ou as esquerdas fazem uma frente ampla ou todos nós vamos à merda”. No Twitter, ela disse que “nenhuma pessoa democrática e progressista pode ser feliz” com o resultado pois “a extrema-direita avança devido à incapacidade da esquerda”.

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