Escolas estaduais do Rio não compraram água para volta às aulas

Secretaria disse que laudo da Cedae atesta consumo.

Rio de Janeiro / 12:59 - 10 de fev de 2020

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As escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) iniciam hoje o ano letivo de 2020 e, segundo o órgão, não houve compra de água mineral para o uso dos alunos. Conforme a secretaria, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) "enviou laudo técnico de potabilidade atestando que a água do sistema Guandu está própria para o consumo e que a distribuição está normalizada".

A Secretaria Estadual de Educação informou ainda que determinou, por comunicado interno, que todas as unidades realizassem a limpeza de seus sistemas internos (caixas d'água, cisternas e filtros) antes do início do ano letivo.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Firjan) reitera que os problemas enfrentados pela estação de tratamento de água na captação do Rio Guandu, que afetam toda a população da Região Metropolitana do Rio, têm origem na histórica falta de investimentos em saneamento básico no estado, e não na operação das indústrias.

Estudo da Fundação Coppetec, encomendado pela Federação em 2015, já chamava a atenção para a alarmante situação da qualidade das águas dos rios dos Poços e Ipiranga. O resultado foi entregue à Secretaria Estadual do Ambiente, no entanto, até o último dia 7, nada foi feito para melhorar esse cenário.

"Somente Queimados e Japeri lançam diariamente 13,5 toneladas de esgoto bruto sem tratamento nos rios Poços e Ipiranga, resultado da total falta de infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto nesses municípios. Esse problema ocorre há mais de duas décadas e chegou a um nível insustentável, resultado de um histórico de investimento insignificante em saneamento básico na região. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) de 2017, Queimados, por exemplo, não tratou, naquele ano, nem um litro do esgoto gerado no seu território.

Como prova do grave quadro de inércia da política pública, dados consolidados do Ranking do Saneamento 2019, do Instituto Trata Brasil, apresentam cinco municípios fluminense entre os 20 piores no saneamento do país, e apenas um entre os 20 melhores. É imprescindível que o Poder Público faça a sua parte e priorize os investimentos em saneamento básico. Só assim será possível melhorar a qualidade da água que abastece mais de 9 milhões de habitantes no Rio de Janeiro", diz o comunicado.

 

Com informações da Agência Brasil

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