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Erdogan, Afrin e 3ª Guerra mundial

Bolsão de Afrin - Realizando demonstrações de força, derrubando estátuas e defraldando bandeiras da Turquia,...

Internacional / 07 Julho 2018

Bolsão de Afrin - Realizando demonstrações de força, derrubando estátuas e defraldando bandeiras da Turquia, forças turcas (e sírias) ocuparam no final o centro do bolsão de Afrin, situado na tríplice fronteira Turquia, Síria, Iraque enquanto, Retzep Tayyip Erdogan, o presidente da Turquia liderando legítimo bazar turco negocia com Vladimir Putin e Donald Trump, os presidentes da Rússia e dos EUA (se conseguir um contato com este) a guerra generalizada será iniciada bem antes.

Erdogan convocando todos os turcos “às armas” escalou o brio nacionalista bélico e invocou o agravamento entre EUA e Rússia dizendo caracteristicamente: “Os EUA estão construindo 20 bases militares na Síria” - fato endereçado contra a Rússia - e que isto poderá tornar-se motivo para uma “queda de braço” entre EUA e Rússia - e, prosseguiu: “Por que os EUA precisam de 20 bases na Síria, quando estão estacionadas lá numerosas forças da Síria e do Irã?”

E julgando não ter dito o “não dito” todo, Erdogan incluindo as ameaças e os perigos que a região e o planeta enfrentam, isto é, a invasão militar que ele ordenou na Síria prosseguiu: “Para mim, a classe dominante turca e os curdos são terroristas”. E justificando-se pelo cerco e ocupação do bolsão Afrin, Erdogan disse que não está cometendo nenhum crime no bolsão de Afrin, no qual existem mais de 300.000 pessoas uma sobre a outra, sem água, sem alimentos, sem remédios e sem energia elétrica. Talvez ainda na percepção do próprio Erdogan e do governo de Ancara não tenha sido cometido nenhum crime no bolsão Afrin, talvez quem sabe...

Porém, tudo isso não modifica o grande quadro e a advertência inicial do Erdogan, rigorosamente correta aliás, quando disse que, “nós não desejamos acreditar nas hilárias declarações do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU)” afirmando que, “a Rússia tem incorporado a guerra convencional e nuclear à sua doutrina militar e aos seus exercícios. E o desvanecer da linha entre armas convencionais e nucleares reduz a soleira da porta de entrada para a Rússia usar armas nucleares”.

Ao que tudo indica, o desvanecer da linha entre a paz, a crise e a guerra é desestabilizador e perigoso”, afirmou Stoltenberg, adotando claramente a feição de guerra fria e enviando recado à Moscou: “...a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) defenderá todos os países seus membros que estarão enfrentando ameaça externa”.

Nota-se que, a declaração acima chegou no momento quando aumenta a pressão à Rússia pelo Ocidente e tendo como motivo o affair do ex-agente duplo o qual encontra-se em situação desesperadora no hospital após ter sofrido um atentado em território britânico com uma injeção neuro-paralizante. Já o governo da Grã Bretanha tomou a iniciativa e expulsou 23 diplomatas russos, enquanto o governo dos EUA aplicou sanções pelos atentados no espaço governamental e o envolvimento nas eleições presidenciais de 2016.

A verdade é que, no caso da Turquia e da Síria a situação é ligeiramente diferente. E isto, porque o governo de Ancara está “brigado” com os EUA e desenvolve entendimentos com a Rússia para adquirir os poderosos S-400. Assim, provoca a ira da Otan que, por ora mostra-se desinteressada quando o Erdogan o convoca para apóia-lo. (Contra quem será?).

Georges Pezmatzoglu

Latino-Americana de Notícias