Emprego na construção cresce 1,35% no 1º bimestre

​​​​​​​Aumento não recuperou a queda do bimestre anterior

Conjuntura / 20:48 - 12 de abr de 2019

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O nível de emprego na construção civil brasileira registrou alta de 1,35% no primeiro bimestre do ano. Foram abertos 30.650 postos de trabalho no acumulado de 2019. Na comparação do primeiro bimestre com o mesmo período do ano anterior, a variação é positiva em 1,05%. Na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, a variação é positiva em 1,40%. Em fevereiro, foram abertos 13.392 postos de trabalho e no primeiro mês do ano, 17.258. Ao final de fevereiro, o setor empregava 2.303.127 trabalhadores.

Ao se dessazonalizar os dados, o emprego teria registrado alta de 0,26% em fevereiro (5.946 postos de trabalho), e 0,01% em janeiro (152). Os dados são da pesquisa mensal do SindusCon-SP realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.

Embora positivo para este início do ano, o aumento do emprego no bimestre ainda não recuperou as 85 mil vagas encerradas no setor, no último bimestre do ano passado. A retomada de atividade segue lenta, em compasso com o baixo ritmo de crescimento econômico”, afirma o presidente do SindusCon-SP, Odair Senra.

 

Segmentação

 

No acumulado do primeiro bimestre do ano, comparado com o mesmo período do ano anterior, o emprego na maioria dos segmentos da construção registrou queda, sendo as mais significativas: Infraestrutura (-1,94%), Obras de acabamento (-1,77%), Incorporação de imóveis (-1,66%), Preparação de terreno (-0,68%) e Imobiliário (-0,67%). As que tiveram maiores altas foram Serviços de Engenharia e Arquitetura (+7,72%) e Obras de instalação (+6,59%). Em fevereiro todos os segmentos registraram variação positiva, comparado a janeiro.

Na comparação de fevereiro com o mesmo mês de 2018, apresentaram crescimento Serviços de Engenharia e Arquitetura (+7,64%), Obras de instalação (+7,01%) e Outros Serviços (3,41%). Os demais mostraram declínio, especialmente: Obras de acabamento (-1,66%), Infraestrutura (-1,53%), Incorporação de imóveis (-1,36%) e Imobiliário (-0,15%).

 

Estado de São Paulo

 

O emprego na construção paulista no acumulado dos dois primeiros meses do ano cresceu 1,50%, resultando em mais 9.376 postos de trabalho.

Desconsiderando efeitos sazonais, teria havido alta de 0,14% (+883) em fevereiro e queda de 0,28% em janeiro (-1816 postos de trabalho). Na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, a variação é de 0,65% (+4.088 empregados). Ao final daquele mês, a construção paulista empregava de 633.822 trabalhadores.

No bimestre, todos os segmentos apresentaram altas. Na comparação com o primeiro bimestre de 2018, apresentaram as maiores quedas os segmentos de Obras de Acabamento (-3,53%), Infraestrutura (-3,33%) e Imobiliário (-2,39%); entre as maiores altas nesta comparação estão Obras de instalação (7,83%) e Engenharia e Arquitetura (3,29%).

 

Município de São Paulo

 

Na capital paulista, que respondeu por 42,61% do total de empregos no setor no estado, houve acréscimo de 0,63% (+1.695 vagas) no primeiro bimestre. Entretanto, houve queda de 1,42% no primeiro bimestre de 2019 (-3.884 vagas), na comparação com o mesmo período de 2018. Na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior, São Paulo registrava retração de -1,28% (-3.498 vagas).

Entre as regionais do SindusCon-SP, todas registraram aumento no primeiro bimestre, mas na comparação com o mesmo período do ano anterior, as maiores quedas no emprego aconteceram nas de Sorocaba (-3,68%) e São José do Rio Preto (-0,06%). As maiores altas ocorreram nas regionais de Santo André (8,71%), Bauru (5,38%) e Presidente Prudente (4,97%).

Com a publicação da Rais 2017, a série do emprego da construção passou por sua revisão anual que consiste em consolidar as estatísticas de 2017, de maneira a respeitar o estoque de dezembro daquele ano apresentado por este último relatório de informações sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais-MTE).

A consolidação do estoque de 2017 mostrou, por exemplo, que, no estado de São Paulo, a queda observada no ano pela Rais foi muito próxima do que vinha indicando o acompanhamento mensal do Caged: pelo cálculo anterior a queda no ano em relação a 2016 havia sido de 11,1%, agora corrigida para 11,8%. O estoque em dezembro de 2017 da série atualizada é 1,9% inferior à anterior estimada a partir do Caged. Essa alteração também afetou os números de 2018: a taxa acumulada no ano passou de -2,57% para -3,65%.

Para a construção no país, as estatísticas da RAIS também ficaram próximas dos números do Caged. A diferença alcançou 1,4% em dezembro de 2017 como se pode observar na tabela seguinte. A taxa acumulada em 2017 passou de -12,4% para -12,9%. Em 2018, a variação acumulada que antes era de -1,53% foi para -2,29%.

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