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Emprego: menor quantidade e pior qualidade

Conjuntura / 21 Julho 2018

Demissões na indústria e no comércio e avanço do trabalho intermitente

A economia brasileira fechou 661 vagas de emprego com carteira assinada em junho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. Foram registradas 1.167.531 contratações e 1.168.192 desligamentos.
No acumulado do primeiro semestre do ano, o Brasil gerou 392.461 empregos com carteira assinada. Nos últimos 12 meses, foram criados 280.093 postos de trabalho formais.
O economista Marcio Pochmann destacou pelo Twitter a precarização do mercado de trabalho. “A agropecuária, com a criação líquida de 40,9 mil empregos formais em junho de 2018, quase com-pensou o desânimo do comércio e da indústria, que juntos registraram saldo líquido na destruição de 41,5 mil postos de trabalho”, twitou.
Pochmann acrescentou que foram registrados mais 2,7 mil contratos de trabalho do tipo intermitente, em que o trabalhador não tem garantia de jornada nem de salário. “A precarização avança”, criticou.
Em junho do ano passado o país havia gerado 9.821 postos de emprego formal. Em junho de 2016 havia fechado 91.032 vagas.
Houve crescimento do emprego em apenas três dos oito setores da economia: agropecuária, com 40.917 postos; serviços industriais de utilidade pública, com 1.151; e serviços, com 589 contrata-ções.
Houve queda na indústria de transformação, com 20.470 postos a menos; comércio (20.971); administração pública (855); construção civil (934); e extrativa mineral, com fechamento de 88 vagas.