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Empobrecimento em massa é um dos resultados do governo Macri

Para professor, se economia não der sinais de recuperação, dificilmente governo chegará em boas condições às eleições.

Internacional / 15 Abril 2019 - 14:34

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Festejada por setores hegemônicos da política, do capital e da mídia, a presidência de Mauricio Macri na Argentina chega ao final de seu mandato sob um silêncio indicativo de seu fiasco. Como revelado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da República Argentina (Indec), a pobreza e a indigência atingem praticamente 40% da população. No horizonte, um cenário eleitoral pouco animador.

Sobre os resultados econômicos, Carlos Eduardo Vidigal, professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) com especialidade no país vizinho, afirma que o presidente ignorou as experiências de recorte liberal dos anos 90 e enumerou razões dos maus resultados: "gradualismo das medidas, que, ao não produzirem efeitos mais imediatos, minou a confiança dos agentes econômicos; b) a diminuição da retenção de valores (taxação extra das exportações do agronegócio e de combustíveis aplicada pelo governo Cristina Kirchner) e a baixa competitividade da economia argentina, em termos gerais, em um cenário internacional de protecionismo e altíssima competição".

Em meio a isso, algumas movimentações nos segmentos populares agitam a política interna, a exemplo das questões feministas, que lograram igualdade de gênero na distribuição de vagas ao Congresso já nesta eleição, e o pragmático movimento sindical. Além de comentar a relação com o novo governo brasileiro, Vidigal vislumbra para as eleições presidenciais de novembro um cenário carente de novidades.

"O problema do macrismo é que se a economia não der sinais de recuperação, acompanhada da estabilização monetária e alguma recomposição dos salários, dificilmente o governo chegará em boas condições às eleições. Entretanto, o que potencializa possível candidatura de Maria Eugenia Vidal são as divisões do peronismo (quadro que poderá se modificar nos próximos meses) e as denúncias de corrupção contra Cristina Kirchner".

 

Correio da Cidadania

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