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Embraer projeta receitas entre US$ 5,3 bi e US$ 5,7 bi

Empresa entregou 181 jatos em 2018, mas aviação executiva ficou abaixo do número estimado.

Mercado Financeiro / 11 Fevereiro 2019 - 23:04

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Em balanço apresentado ao mercado nesta segunda-feira a Embraer informou que conseguiu entregar aos compradores um total de 181 jatos em 2018, dos quais 90 foram jatos comerciais e 91 foram jatos executivos (sendo 64 leves e 27 grandes).

O volume de entregas para a aviação comercial ficou dentro da estimativa de 85 a 95 jatos comerciais, enquanto a aviação executiva ficou abaixo da previsão de 105 a 125, como já divulgado pela companhia em recente encontro com investidores e analistas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). No quarto trimestre de 2018, a Embraer entregou 33 jatos comerciais e 36 jatos executivos (24 leves e 12 grandes). Em 31 de dezembro, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 16,3 bilhões.

Para 2019, a previsão da companhia aérea é entregar entre 85 e 95 jatos comerciais e entre 90 e 110 aeronaves executivas. Além disso, a empresa espera enviar aos clientes da linha de defesa dez aviões A-29 Super Tucano e duas aeronaves multmissão KC-390. São esperadas receitas entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,7 bilhões.

Em janeiro, a Embraer confirmou no conselho de administração a parceria com a norte-americana Boeing. A decisão foi tomada após o governo federal autorizar a negociação, mas os termos do acordo ainda precisam ser aprovados pelos acionistas e pelas autoridades regularas. A expectativa é que isso aconteça ainda em 2019.

O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer, 20%. Caberia à Boeing, a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer.

joint venture será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil e a Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa. A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil.

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