Embraer: prejuízo líquido de R$ 160,8 milhões no trimestre

Empresa espera vender até 95 jatos comerciais e 110 executivos

Mercado Financeiro / 22:45 - 15 de mai de 2019

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A Embraer reafirmou nesta quarta-feira suas estimativas financeiras e de entregas para 2019. A companhia mantém a previsão de entregar de 85 a 95 jatos comerciais e de 90 a 110 jatos executivos este ano e espera que as entregas tanto da aviação comercial quanto da aviação executiva aumentem ao longo do ano. Apesar da projeção otimista, a fabricante reportou, no entanto, que apurou no primeiro trimestre prejuízo líquido de R$ 160,8 milhões e prejuízo por ação de R$ 0,22.

No 1º trimestre de 2019, a Embraer entregou 11 aeronaves comerciais e 11 executivas (oito jatos leves e três grandes). A carteira de pedidos firmes da companhia atingiu US$ 16,0 bilhões no final do trimestre, considerando-se todas as entregas assim como os pedidos firmes ocorridos no período. “Geralmente as entregas do primeiro trimestre apresentam sazonalidade e tendem a ser menores em relação aos demais trimestres do ano”, explicou a companhia.

No 1° trimestre, apesar da queda no número total de entregas, a receita líquida permaneceu estável em relação a igual período de 2018 e ficou em R$ 3,12 bilhões. Segundo a fabricante, a queda de receita líquida do segmento de aviação comercial, ocasionada pelo menor número de entregas, foi compensada pelo aumento da receita líquida nos demais segmentos de negócio da companhia.

“A margem bruta consolidada subiu de 15,3% no 1T18 para 19,9% no 1T19 impulsionado pela melhoria nos segmentos de defesa & segurança e de serviços & suporte. Em 2018, o segmento de defesa & segurança apresentou alguns itens especiais e revisões de base de custo que não devem se repetir em 2019”, reportou o relatório do trimestre.

 

Boeing

 

Em teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre, os executivos da companhia disseram que o fechamento da operação entre a Boeing e a Embraer continua sujeito à obtenção de aprovações regulatórias e à satisfação de outras condições de fechamento usuais em operações desta natureza, esperadas para o final deste ano.

Os acionistas da companhia aprovaram a proposta de parceria estratégica entre a Boeing e a Embraer durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26 de fevereiro de 2019. Na reunião, 96,8% de todos os votos válidos foram a favor da operação, com a participação de 67% das ações em circulação.

Sobre a saúde financeira da empresa, a companhia encerrou o 1T19 com uma posição de dívida líquida de R$ 4.300,7 milhões, representando um aumento em relação à dívida líquida de R$ 1.704,9 milhões ao final de 2018, principalmente em função do uso livre de caixa no período, dada a sazonalidade do negócio e também do pagamento de dívida ocorrido no trimestre, conforme detalhado posteriormente. No final do trimestre, a companhia possuía um total de financiamentos da ordem de R$ 13.978,0 milhões, apresentando queda de R$ 156,1 milhões em relação ao final de 2018.

O prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foi de R$ 229,9 milhões e Prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 1,25. No 1T18, a Embraer reportou um prejuízo líquido ajustado de R$ 208,9 milhões e um Prejuízo por ação ajustado de R$ 1,14;

O Ebiti e Ebitda foram de R$ (53,7) milhões e R$ 120,3 milhões, respectivamente, levando a uma margem de -1,7% e 3,9%. Esses valores comparam-se ao Ebit e Ebitda do 1T18 de R$ (27,7) milhões e R$ 177,1 milhões, com margens de -0,9% e 5,7%, respectivamente;

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