Embaixador dos EUA na UE confirma barganha de Trump com Ucrânia

INVESTIGAÇÃO AVANÇA

Internacional / 00:10 - 6 de nov de 2019

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O embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, que até então parecia o álibi mais forte do presidente norte-americano Donald Trump no inquérito de impeachment contra o republicano, mudou seu depoimento à Câmara dos Representantes e afirmou que Washington “provavelmente” congelaria uma ajuda militar à Ucrânia se o mandatário ucraniano Vladymyr Zelensky não anunciasse publicamente uma investigação contra o democrata Joe Biden.

A retificação foi feita na última segunda-feira e divulgada nesta terça. No novo depoimento, Sondland, que negava qualquer troca de favores, diz ter “refrescado sua memória sobre certas conversas ocorridas no início de setembro de 2019”. O embaixador admite ter dito a várias pessoas, incluindo um funcionário ucraniano, que o governo Trump subordinava uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões à abertura de um inquérito na Ucrânia contra Biden e seu filho, Hunter.

Em outubro passado, o embaixador dos EUA em Kiev, Bill Taylor, já havia testemunhado que o aporte estava diretamente ligado à investigação contra Biden, pré-candidato democrata à Casa Branca. Hunter era conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma, investigada pelo então procurador-geral Viktor Shokin, demitido em 2016 por pressões dos EUA e da União Europeia, que o acusavam de corrupção.

 

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