Em 7 anos, Tesla valorizou 1.600%; Morgan sugere venda

15 casas de análises recomendam a vendas de tais títulos, 10 aconselham a compra, e 10, a manutenção em carteira.

Acredite se Puder / 18:48 - 16 de jan de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A cotação das ações da Tesla mais do dobrou desde o início de outubro do ano passado, por causa do inesperado lucro no terceiro trimestre, da grande quantidade de entregas e da rápida construção de uma fábrica na China. Acontece que, pela primeira vez em sete anos, os analistas do Morgan Stanley mudam de opinião e passam a recomendar a venda desses títulos. Várias foram os motivos que provocaram essa alteração: a forte alta registrada deixou o preço-alvo médio dos analistas muito abaixo da cotação atual e o otimismo em relação ao crescimento do principal negócio da fabricante de carros elétricos na China já está refletido no preço das ações. Além disso, os especialistas do banco norte-americano também reduziram a avaliação da mobilidade da companhia, devido ao ambiente jurídico e regulatório adverso para a implantação da rede de robotáxis.

Em setembro de 2012, o Morgan Stanley tinha uma recomendação de underweight para a Tesla. E de lá para cá, a cotação aumentou cerca de 1.600%. Porém, segundo a Bloomberg, 15 outras casas de análises recomendam a vendas de tais títulos, dez aconselham a compra, e dez, a manutenção em carteira. Com a última grande alta, os analistas elevaram o preço-alvo de US$ 250 para US$ 360. Como foram negociadas a US$ 502,04 nesta quinta-feira, com perda de 3,17%, ainda pode haver uma queda de mais 30%. E o Morgan destaca que, como a Tesla é uma das empresas de automóveis mais valiosas do mundo, devido à liderança nos veículos elétricos, os investidores terão oportunidades mais atrativas para comprar as ações no futuro.

 

Minerva quer captar R$ 1,36 bi

O Minerva Foods espera captar R$ 1,36 bilhão com uma oferta pública, primária e secundária, de 95 milhões de ações ordinárias, na B3 e na Nyse. A venda será coordenada pelo banco BTG Pactual e participarão JP Morgan, Bradesco BBI, Itaú BBA, BB – Banco de Investimento. O processo de bookbuilding e apresentação a potenciais investidores começa na quinta-feira e será encerrado no próximo dia 22. A Minerva Foods também comunicou que o governo da Arábia Saudita habilitou a exportação de carne bovina das suas duas plantas ficam de Belén e Assunción, no Paraguai.

 

Petrobras inicia venda de campos no ES

A Petrobras deu início à divulgação de oportunidade para a venda da totalidade da sua participação em dois polos de campos na Bacia do Espírito Santo. Os dois polos, Golfinho e Camarupim, ficam em águas profundas do pós-sal. O primeiro tem dois campos, o de Golfinho, produtor de petróleo, e o de Canapu, produtor de gás, enquanto o outro também tem dois campos, o Camarupim e o Camarupim Norte, ambos produtores de gás não associado. As ofertas podem ser feitas por polo, separadamente, ou em única oferta para os dois polos.

 

ItaúBBA troca CPFL por B3

Para equilibrar sua carteira estratégica de ações, o Itaú BBA retirou os papéis da CPFL Energia e inseriu os da B3, empresa que terá um forte cenário em 2020. Segundo os administradores, esse movimento reduz o peso em empresas domésticas e aumenta das financeiras. O portfólio é composto por dez nomes, cada um com 10% de peso, distribuído como segue: 50% empresas locais, 20% commodities e 30% empresas financeiras. Houve a realização de lucros após a CPFL valorizar 12,9%, enquanto o avanço do Ibovespa foi de 12,5% no período.

 

BNDESPar vendeu ações da Light

O BNDES deixou de ser acionista da Light, pois sua subsidiária BNDESPar vendeu todas as 19,1 milhões de ações que possuía na empresa, entre 26 de dezembro do ano passado e 15 de janeiro deste ano.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor