Ecoturismo

Direito Ambiental / 08 Agosto 2017

Uma das maiores atrações conjugando atividade turística é a conservação ambiental e o seu desenvolvimento como área de lazer. É a base do ecoturismo, cuja principal característica é manter integral a natureza. Em nossa cidade, do Rio de janeiro, tem despertado interesse de muitos, diante da facilidade de sua manutenção, trilhas variadas e vista privilegiada, conduzindo a lugares onde pode-se deslumbrar a dinâmica de suas áreas. Não deixa de ser uma viagem no tempo e uma introdução direta, melhor dizendo uma interação total com a vida ao ar livre, através de caminhos e veredas que atraem cada vez mais um número elevado de pessoas.

Como encontramos no site ambientebrasil.com.br, boa parte das trilhas em ecoturismo são caminhos tradicionalmente utilizados por determinadas comunidades para se locomoverem. Desde a época do Brasil Colônia, os portugueses utilizavam os caminhos abertos pelos indígenas para alcançarem o interior do país. Hoje em dia, especialistas (ecólogos, biólogos e ambientalistas) detêm conhecimentos que transformam a abertura de trilhas em um trabalho científico, pedagógico e paisagístico. Desta forma, trilhas são caminhos existentes ou estabelecidos, com diferentes formas, comprimentos e larguras, que possuam o objetivo aproximar o visitante ao ambiente natural.

Podem ser estabelecidas diversos tipos de trilhas, podendo ser classificadas quanto à função (vigilância, recreativa, educativa, interpretativa e travessia), quanto à forma (circular, oito, linear e atalho), quanto ao grau de dificuldade (caminhada leve, moderada e pesada) e quanto à declividade do relevo (ascendentes, descendentes ou irregulares). Quanto aos recursos utilizados para interpretação ambiental da trilha, elas podem ser classificadas de duas maneiras: guiadas (monitoradas) ou autoguiadas.

A divulgação do ecoturismo tem causado situações de risco para os seus participantes, pois infelizmente os órgãos públicos não conservam sua segurança. Muitas vezes as áreas utilizadas atraem marginais que se aproveitam das trilhas para ocultar suas atividades antissociais, inclusive, assaltando muitas pessoas que escolhem como lazer caminhar pelas montanhas. Ultrapassados estes inconvenientes, devemos incentivar seu desenvolvimento e divulgação, porque contribuem para aumentar a ideia das pessoas sobre a prevenção ambiental. Apenas como exemplo, podemos lembrar a existência de pontos de ecoturismo no Brasil que inclusive têm como atividade principal divulgar para o mundo as belezas naturais do país. Como exemplo de ecoturismo brasileiro, temos que citar e destacar o que ocorre atualmente em Fernando de Noronha: há limites para visitas, controle sobre o ecossistema e regras rígidas de fiscalização para os empresários que atuam no turismo na região.

Não podemos deixar de abordar sobre os impactos ambientais que podem, por consequência, gerar erosão nestas trilhas e na fauna, alterações na ecologia e principalmente na flora com o desmatamento totalmente descontrolado. Para se desenvolver medidas de caráter preventivo de impacto negativo nas trilhas é necessário se estabelecer primeiramente o zoneamento das áreas de uso e não uso e o manejo das áreas de uso seguido de estabelecimento e técnicas que venham a conduzir a descoberta do impacto potencial e seus prejuízos para a vida silvestre. Por sua vez, encontramos no Projeto Trilha Limpa uma recomendação necessária para a conservação destas trilhas; entre seus destaques está o dever dos responsáveis por aquela atividade ou voluntários, recolhendo o lixo que está no meio do caminho, deixando a trilha limpa para outros que possam desfrutá-la por completo. A ideia que o site nos dá, que não é suficiente uma atividade de limpeza, mas de conscientização do dever de preservar aquele ambiente, se desejamos que permaneça intacto e futuramente se torne mais atrativo com a preservação da própria natureza.