Economistas do Bradesco otimistas com ações em 2020

Recomendações vão para CPFL, Energia, B3, Rumo, Lojas Renner e CVC.

Acredite se Puder / 19:30 - 23 de set de 2019

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Os economistas do Bradesco estão prevendo que a taxa Selic fique na média de 6% até 2022, o que impulsionará o mercado de capitais, as fusões e aquisições, reduzirá as despesas financeiras e aumentará a atratividade das ações com características de títulos. Por causa das taxas mais baixas, serão beneficiadas as ações e setores altamente alavancados, como bolsas, shoppings e serviços públicos. Assim, os analistas do Bradesco BBI estão recomendando a formação de uma carteira composta por ações da B3, da Rumo, da Energisa e CPFL, enquanto ressaltam uma exposição abaixo da média em ações de bancos e de seguradoras brasileiras.

Como consideram que o crescimento do PIB brasileiro está aumentando gradualmente, impulsionado por crédito, devendo se beneficiar ainda de um impulso temporário dos recursos do FGTS no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre de próximo, acham que o hiato do produto, diferença entre o crescimento e o potencial de expansão, levará muito tempo para ser fechado, permitirá que o ciclo do crescimento atual dure por mais quatro ou cinco anos. Devido a isso, recomendam Lojas Renner e CVC para a carteira. As privatizações, concessões e a venda de ativos podem ser fatores significativos para alguns setores, como petróleo e gás, transporte, serviços públicos e financeiros. E os papéis preferenciais da Petrobras e do Banco do Brasil não podem ficar de fora.

Para a proteção de incertezas política, recomendam ações com betas baixos, como CPFL e Energisa.

 

Com 178 anos, Thomas Cook pede falência

De diversas nacionalidades, 600 mil turistas foram surpreendidos fora dos seus países quando a Thomas Cook, um dos maiores operadores turísticos do mundo, declarou falência após 178 anos de existência por não ter conseguido captar recursos no mercado. Isso aconteceu logo após serem encerradas as não bem-sucedidas negociações com o grupo chinês Fosun.

As duas empresas estavam próximas de fechar um acordo no valor de US$ 1,1 bilhão, plano que incluía a injeção de novo capital e uma conversão de títulos de dívida por ações, o que faria com que a Fosun Tourism ficasse com a maioria do capital da operadora turística. As negociações falharam depois de os bancos terem exigido uma linha de crédito adicional de 200 milhões de libras para aprovarem o plano.

A empresa britânica agora terá administrada judicias que vão tentar vender ativos para conseguir angariar dinheiro para pagar aos credores, dívidas que se situam em 1,9 bilhão de libras. Segundo a Bloomberg a consultora Alix Partners supervisionará a liquidação, enquanto a KPMG ficará responsável por algumas subsidiárias da Thomas Cook.

 

Colocar as barbas de molho

Muitos turistas vão perder todo o dinheiro que gastaram ao adquirir pacotes da Thomas Cook. As ações da companhia, só neste ano, somaram perdas de 89%. No pregão de sexta, tais títulos tiveram perdas de 23%, quando começaram a ser mais fortes os boatos sobre o pedido de falência.

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