Economia mundial sob ameaça de estagnação prolongada

OCDE cobra de países investimento em infraestrutura para voltar a crescer.

Internacional / 22:40 - 19 de set de 2019

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As perspectivas econômicas estão enfraquecendo tanto para as economias avançadas quanto para as emergentes, e o crescimento global pode travar em níveis persistentemente baixos sem uma ação política firme dos governos. Este é o ponto central do relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com as perspectivas para a economia mundial.
Segundo a Organização, a escalada dos conflitos comerciais está afetando cada vez mais a confiança e os investimentos, aumentando a incerteza, agravando os riscos nos mercados financeiros e ameaçando as já fracas perspectivas de crescimento em todo o mundo.
A OCDE projeta que a economia global crescerá 2,9% em 2019 e 3% em 2020. São as taxas de crescimento anual mais fracas desde a crise financeira de 2008, com riscos de queda continuando a aumentar.
“A economia global enfrenta sérios ventos contrários, e o crescimento lento está se consolidando de uma forma preocupante”, advertiu a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone. “Nosso medo é que estejamos entrando em uma era em que o crescimento fica retido em um nível muito baixo”, acrescentou. “Os governos precisam aproveitar a oportunidade oferecida pelas baixas taxas de juros atuais para renovar o investimento em infraestrutura e promover a economia do futuro”, finalizou Boone.
O relatório abrange todas as economias do G20 e inclui reduções nas projeções do Outlook Econômico anterior, de maio de 2019, para quase todos os países, particularmente aqueles mais expostos ao declínio no comércio e investimento globais que se estabeleceu neste ano.
Para o Brasil, as previsões para este ano e para 2020 caíram mais de 0,6%, para 0,8% em 2019 e 1,7% no ano que vem. A economia chinesa, que cresceu 6,6% em 2018, deve perder ritmo, mas ainda marcará expressivos 6,1% em 2019 e 5,7% em 2020. O crescimento dos Estados Unidos foi revisado para 2,4% e 2%, respectivamente.
 

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