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Economia desaba 3,34%, segundo BC; FMI reduz previsão de alta do PIB para 1,8%

Conjuntura / 16 Julho 2018

A atividade econômica do país recuou em maio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou queda de 3,34%, na comparação com abril, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira.

O recuo veio após crescimento de 0,5%, em abril comparado a março. Na comparação com o mesmo mês de 2017 (sem ajuste para o período), houve queda de 2,9%. O IBC-Br procura antecipar o resultado oficial de crescimento da economia, que é apurado pelo IBGE.

A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o PIB do Brasil também piorou. De acordo com relatório divulgado, o PIB deverá avançar 1,8% este ano. A nova projeção está 0,5 ponto percentual abaixo da última estimativa feita em abril, quando o FMI estimou que o crescimento seria de 2,3%.

A crise de desabastecimento gerada pela greve dos caminhoneiros, no final de maio, é apontada pelo Fundo como a principal razão dos resultados negativos.

Em pesquisa da Reuters, o analista da consultoria Tendências, Lucas Souza, diz que “a greve veio e é principal fator, sim. Mas já havia muitos indicativos de que a economia não apresentaria resultados tão expressivos”, afirmou, citando trajetória declinante dos índices de confiança.

A queda (de maio) deve ser revertida parcialmente em junho e nos próximos meses. Mas, dada a natureza da instabilidade que essa greve gerou, com tabelamento do frete, ela afeta mais uma vez a confiança”, completou Souza.

Analistas cometam que a leve recuperação da economia no ano passado foi provocada por fatores que não se repetiram em 2018: a safra recorde (no primeiro trimestre) e a liberação do FGTS (segundo trimestre), como o MONITOR MERCANTIL já destacara em 2017.

O FMI também cita a desvalorização de mais de 10% do real frente ao dólar como um dos fatores que influenciaram a queda da atividade econômica brasileira.