Economia chinesa vai crescer menos do que 6%

Analistas de bancos esperam algo em torno de 5,5%; encomendas nos EUA caem para menor patamar em 7 anos.

Acredite se Puder / 18:22 - 3 de set de 2019

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O crescimento econômico traçado por Xi Jinping, no qual consta uma taxa de mais de 6%, não deverá ser alcançado devido às tarifas estabelecidas por Trump. Por causa disso, os economistas quase que unanimemente concordam que a China, em 2020, deverá crescer menos do que a meta estabelecida. Os especialistas do UBS, depois de uma segunda revisão em baixa no período de dois meses, passaram a admitir que mesmo com os alívios através da política monetária, a economia chinesa deve ter expansão de apenas 5,5% no próximo ano. Os da Oxford Economics estabeleceram aumento de 5,7% no último trimestre deste ano, e que esse mesmo ritmo será mantido no seguinte. Os da Bloomberg esperam crescimento de 6% neste ano e de apenas 5,7% em 2020. Os técnicos do Bank of America consideram que o programa de estímulos posto em prática pelo governo não é suficiente, pois está sendo evitado o corte das taxas de juros pelo Banco Popular da China e a injeção de grandes quantias de dinheiro na economia.

 

Atividade industrial dos EUA cai

Em agosto, a atividade industrial nos Estados Unidos caiu para 49,1 pontos, contrariando as previsões dos economistas. Aliás, o índice que mede a evolução do setor, pela primeira vez nos últimos três anos, se situou abaixo dos 50 pontos, marco que revela o início da contração da expansão. O índice dos gestores de compras do ISM (Institute for Supply Management) revelou também uma queda nas encomendas para um mínimo de mais de sete anos, enquanto o índice relativo à produção encolheu para o nível mais baixo desde o final de 2015. A situação dos EUA, no entanto, não é caso único. Este cenário de contração na atividade industrial, no momento, é comum as maiores economias do mundo, como Reino Unido, Alemanha, China e Japão.

 

Estudos não começaram, ações sobem e caem

Quando a loucura começa a se apossar dos investidores, é o sinal que a festa está chegando ao fim. Por exemplo, na sexta-feira, a BR Distribuidora e as Lojas Americanas anunciaram a celebração de um memorando de entendimentos, de natureza não vinculante, que tem como finalidade guiar os estudos sobre a viabilidade de uma possível parceria estratégica no segmento de lojas de conveniência da BR. Quanto isso vai alterar os resultados da varejista, analista algum sabe, pois os estudos ainda não foram anunciados, mas suas ações não pararam de subir. No pregão desta terça-feira, depois de abertura em R$ 18,63, rapidamente chegaram a R$ 19,25. Depois voltaram para os R$ 18,60.

 

Petróleo cai com dados dos norte-americanos

Agora, tudo derruba a cotação do barril de petróleo. Desta vez foram os dados da atividade industrial dos EUA. Em Londres, o Brent perdeu 1,36% com a cotação baixando para os US$ 57,86, enquanto o WTI caiu 2,67% para os US$ 53,63.

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