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E-commerce faz lucro da Magazine Luiza crescer 54%

Com 17 milhões de clientes ativos empresa tem 13% do mercado consumidor

Mercado Financeiro / 22:09 - 22 de Fev de 2019

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O crescimento acelerado no e-commerce e a diluição das despesas operacionais ajudaram a Magazine Luiza obter, em 2018, lucro 54% acima do apurado em 2017. Foram R$ 597 milhões de lucro em um ano fraco da economia do país.

“Apesar de termos crescido tanto no ano passado, ainda achamos que podemos crescer mais no futuro, principalmente em função do caráter de exponencialidade do marketplace, que tende a ser cada vez mais relevante para o crescimento da companhia”, disse o diretor-presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, em teleconferência com analistas sobre o balanço nesta sexta-feira.

A Magazine Luíza tem 17 milhões de clientes ativos. “Conquistamos, portanto, apenas 13% do mercado consumidor do país. Há muito espaço para crescer”, destacou a empresa no balanço.

Na quinta-feira, a rede varejista divulgou crescimento de 14,5% no lucro no quarto trimestre, para R$189,6 milhões. O aumento das vendas e a diluição de despesas ajudaram a compor o resultado.

O e-commerce cresceu 57%, atingindo R$ 2,2 bilhões e 38% das vendas totais Vendas nas lojas físicas evoluíram 24% no total (16% mesmas lojas). As vendas totais aumentaram 35%, alcançando R$5,9 bilhões (R$ 19,7 bilhões em 2018). O Ebitda cresceu 13% para R$ 353 milhões, margem de 7,7% (R$ 1,2 bilhão em 2018) lucro líquido cresceu 15% para R$190 milhões, margem de 4,1% (R$597 milhões em 2018). E a geração de caixa operacional de R$ 1,0 bilhão no 4T18. De acordo com o balanço, a posição de caixa líquido foi de R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2018.

Trajano disse que a empresa tem estrutura de capital para acelerar os investimentos e ele vê muito espaço para ganhar participação de mercado em 2019, com foco em adicionar vendedores e novas categorias de produtos ao marketplace, além de expandir operações de crédito.

“Vibramos com esse resultado, principalmente porque foi um ano com macroeconomia longe do potencial que o Brasil tem de crescimento”, comentou Trajano, ao ser questionado sobre as perspectivas para 2019.

Segundo o executivo, nos próximos meses, um dos principais desafios da companhia será aumentar a frequência de compras de clientes, em especial no aplicativo. Atualmente, o app conta com 6 milhões de usuários ativos, contou o executivo, acrescentando que 30 a 40% dos clientes o desinstalam depois de efetuar compra. “Por isso, trabalhamos para deixá-lo ainda mais leve”, destacou. O Magalu tem hoje um dos mais bem-sucedidos apps de compras do Brasil, com 26 milhões de downloads.

 

Turbinar o aplicativo

 

Trajano acrescentou que a meta de longo prazo da Magazine Luiza é agregar serviços ao aplicativo e transformá-lo em um Super App, a exemplo do que fez o chinês WeChat. “Nossa ambição é que o consumidor consiga fazer tudo dentro do ambiente do aplicativo, mas temos vários anos para chegar ao nível que a China está hoje”, admitiu.

“É possível crescer em velocidade chinesa e continuar melhorando, ininterruptamente, o relacionamento com nosso cliente. Trata-se de um desafio. Imenso. Mas já enfrentamos outros. Anos atrás, nossa crença num modelo de varejo no qual não houvesse divisões entre o digital e o físico foi visto com descrença. Mais recentemente, tivemos de provar que poderíamos nos transmutar de empresa tradicional para uma companhia essencialmente digital. Muitos também diziam que seria impossível desenvolver tecnologia em larga escala no Brasil, com brasileiros”, ressaltou a diretoria da empresa no balanço.

Após a teleconferência, as ações da Magazine Luiza (MGLU3.SA) registraram alta de 6,94% por volta das 12:40 (horário de Brasília), a R$ 172,49, ocupando o topo da lista de maiores altas do Ibovespa. Em relatório, analistas da Guide Investimentos consideraram o balanço do quarto trimestre forte, destacando o crescimento acelerado no ecommerce, a diluição das despesas operacionais, além da redução do endividamento líquido e melhora no capital de giro. “Continuamos otimistas com a empresa, que continua a mostrar evoluções significativas”, disseram.

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