Dois em cada 10 optam por amigo oculto para presentear gastando menos

Conjuntura / 07 Dezembro 2017

De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 44% dos consumidores pretendem participar desse tipo de brincadeira, sendo que 18% participarão principalmente porque gostam desse tipo de evento e outros 18% por considerar uma boa maneira de poder presentear alguém gastando menos dinheiro.

Entre os que têm intenção de participar, 48% pretendem participar apenas de um amigo-secreto e 40% de dois eventos, sendo a média geral de quase duas participações. As confraternizações serão realizadas principalmente com familiares (67%), colegas de trabalho (39%) e amigos (39%).

O levantamento revela que o gasto médio pretendido com cada presente de amigo oculto é de R$ 61.

Considerando os 35% de consumidores que não vão participar de amigo oculto neste fim de ano, a principal justificativa é porque os parentes e amigos não têm o costume de fazer amigo oculto (19%), o receio de ganharem presentes indesejados ou ruins (10%), seguido da falta de dinheiro (6%).

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, ressalta o papel do amigo oculto para celebrar e reforçar laços e, ao mesmo tempo, permitir a troca de presentes de forma mais acessível:

- O amigo oculto é um jeito de presentear dentro das possiblidades de cada um. E todos ficam satisfeitos, porque o preço é estipulado com antecedência, em concordância com todos os participantes.

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente ouviu-se 1.632 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 2,4 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. A margem de confiança é de 95%.

 

Carioca terá ceia mais modesta este ano

O carioca terá uma ceia de Natal mais modesta do que a do ano passado. É o que mostra a pesquisa "Perfil do Comportamento do Consumidor" feita pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) que ouviu 500 consumidores que procuraram seus postos de atendimento durante os meses de outubro e novembro. Dos entrevistados 47,5% disseram que a ceia será menos farta; 42,5% que será igual e 10% que será mais farta.

Eles apontaram o desemprego e a atual situação econômica do Estado do Rio como as principais causas dos problemas financeiros que estão enfrentando, especialmente os funcionários públicos, que estão com salários atrasados e sem previsão de receber o 13º salário.

Mesmo diante desse cenário difícil 75% dos entrevistados pretendem gastar até R$ 350 com a Ceia de Natal; 20% entre R$ 360 e R$ 450 e 5% acima de R$ 500; 71% pretendem pagar as suas despesas com cartão de crédito parcelado; 23% com cartão alimentação, 5% à vista e 1% com cheque predatado. Entre ceia e presentes de Natal 65% dos consumidores ouvidos pretendem comprometer até 15% da sua renda; 28% entre 16% e 30%; 7% acima de 35%.

Os produtos que deverão compor são peru/chester (35%), lombo/pernil (26%), bacalhau (17%), frutas (15%) e 7% outros.

Dos entrevistados 51% são do sexo feminino e 49% do sexo masculino; 50% são casados, 26% são solteiros; 14% tem união estável, 7,5% separados ou divorciados e 2,5% viuvos. Deles 16% tem de 18 a 35 anos; 41% de 36 e 45 anos; 27,5% de 46 a 55 anos; 13% de 56 a 65 anos e 2,5% mais de 60 anos. Entre os entrevistados 8% têm renda familiar de um salário mínimo e meio; 45% de dois a três salários mínimos; 25% recebem entre quatro e cinco salários mínimos; 15,5% de seis a sete salário mínimos, 5% de oito a 10 salários mínimos e 2,5% acima de 10.