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Direita marcha unida… para onde?

Fatos & Comentários / 20 Julho 2018

Poucos duvidavam que a direita marcharia unida nas eleições deste ano (Bolsonaro integra um esquadrão à parte). A definição do Centrão pela candidatura Alckmin esclarece alguns pontos. Primeiro, que a defesa da ética pelos tucanos vai só até a página 3. Segundo, que o “mercado” adora o combate à corrupção quando atinge Lula, mas comemora sem pudor a aliança dos principais partidos envolvidos em falcatruas. Terceiro, encenam um clima de “já ganhou” para tentar livrar da inércia o “picolé de chuchu”.

Não é tão simples. As pesquisas não ajudam o tucano. Apesar de governador do maior estado brasileiro e de já ter sido candidato a presidente – apenas cerca de 10% dos pesquisados não o conhecem – Alckmin patina em um dígito. A rejeição é elevada. Pesquisa da CNT/MDA de maio mostrava que 55,9% não votariam “de jeito nenhum” no ex-governador de São Paulo. Só um em cada quatro eleitores simpáticos ao tucanato declara votar nele.

Também não ajudam as investigações de corrupção. Mesmo com a lerdeza da justiça, a complacência de parte do MP e a blindagem dos jornalões, as denúncias estão na antessala de Alckmin. Se a apuração na Dersa andar um pouquinho que seja, a coisa ficará feia para o lado do ex-governador. E ainda há, no PSDB, a imagem de Aécio Neves.

A aposta é na força da máquina (o MDB deve apoiá-lo informalmente, pois um abraço de Temer significaria morte), na capilaridade dos partidos do Centrão e no tempo na TV. Com o apoio do bloco, Alckmin, que tinha sozinho 1 minuto e 18 segundos na propaganda eleitoral (em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos), somará 4 minutos e meio, quase 40% de toda a fatia. O PT, sem aliança, tem 1 minuto e 34 segundos; o PDT de Ciro Gomes, menos de um terço disto; o PSB pode melhorar a situação de um ou de outro com seus 47 segundos.

O problema é que propaganda na TV não garante eleição. Ulysses Guimarães tinha larga vantagem sobre Fernando Collor em 1989, mas venceu o caçador de marajás. Na época, não existiam redes sociais, um fator a mais de incerteza hoje.

 

JC Cardoso, direto da China

Boa pergunta

Exceto quem já foi ao Brasil, poucas pessoas aqui na China ouviram falar em Brasília. E ficam surpresos quando digo que é projeto de um comunista. Acham que a capital do país é o Rio. Alguns arriscam São Paulo. Também digo que não, que São Paulo é maior cidade, que é o centro financeiro, que tem a Bolsa.

Perguntam se o Rio tem muitas indústrias. Digo que tem poucas. Que houve uma evasão enorme, tem algumas indústrias no estado, poucas, mas quase nenhuma na capital. Aí vem sempre a pergunta: se o Rio não é mais a capital, não é a maior cidade, se o Rio não tem indústria, de que o Rio vive?

 

Elvis não morreu

Em um dos barezinhos em frente à embaixada do Brasil (sempre eles), o Spotify (ou qualquer outro programa assim) toca Love Me Tender. O chinês que atende no balcão e que fala um inglês horrível aponta para a caixa de som e fala: “Alfis”.

Sim, Elvis. Mostrei no celular outras coisas do cantor. Diz que conhecia de ouvir, mas nunca tinha visto a cara do “Alfis”. Ficou surpreso ao ver que era um... branco!

 

Nova na bossa

Barzinho, situação dois. A música continua tocando até que entra uma bossa-nova. Não era uma música brasileira (nem mesmo versão), mas a batidinha é inconfundível. Digo que aquele ritmo era do Brasil. Foi difícil tentar explicar o que era ritmo... Acho que entendeu o que era, mas a dificuldade estava na palavra. Tentei pronunciar “bosa-nova” “bousa-nova”, “new bossa”, “new style”, “bossa noufa”... Enfim, o cara pediu para escrever. Depois de ler “bossa-nova”, diz: “Ah! I know!” Pronunciou qualquer coisa que não entendi como sendo “bossa-nova”. E me mostrou no celular a cara da Lisa Ono!

 

Rápidas

Aprendizagem Organizacional com Storytelling” é o tema da palestra do professor e consultor Jerônimo Lima na Associação Brasileira de Consultores (ABCO), Núcleo Niterói, terça-feira. Detalhes em www.abco.org.br *** A Fecap recebeu, pela primeira vez, o Encontro Brasileiro de Finanças (EBFin). A 18ª edição do evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Finanças (SBFin), terminou neste sábado. Mais informações: http://sbfin.org.br/pt/2018/EBFin *** O Carioca Shopping inaugurou o Espaço Rua, área destinada ao fomento da arte urbana. Até 31 de julho, o espaço receberá uma exposição do artista carioca Fábio Ema.