Diário Matinal: novidades em âmbito político

Câmara aprovou a MP da Liberdade Econômica; medida precisa ser votada pelo Senado até o próximo dia 27 de agosto.

Opinião do Analista / 11:49 - 14 de ago de 2019

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Bom dia.

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Novidades em âmbito político - Ontem, a Câmara aprovou a MP da Liberdade Econômica, por 345 a 76 votos. Agora, a medida precisa ser votada pelo Senado até o próximo dia 27 de agosto. Ficam no radar também o anúncio do cronograma da votação da reforma da Previdência, com perspectiva conclusão no dia 2 de outubro, e as discussões em torno da simplificação tributária. Contudo, o mau humor externo deve pesar, com o noticiário político e resultados corporativos trazendo apenas impactos pontuais hoje.

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Economia perde fôlego e pressiona ativos - As Bolsas da Ásia fecharam com ganhos nesta manhã, em virtude da trégua na guerra comercial sino-americana, após Trump postergar a entrada em vigor de novas tarifas de importação. Contudo, a divulgação de dados econômicos já ocasionou na reversão do humor, levando os índices europeus e os futuros de Nova Iorque de volta ao campo negativo nesta quarta-feira. Na China, houve acentuada desaceleração na produção industrial, que atingiu o menor patamar dos últimos 17 anos, ao ficar em 4,8% em julho, contra uma a expectativa de 5,8% e a alta de 6,3% no mês anterior. Na Europa destaque para o recuo no PIB na Alemanha e para o arrefecimento na Zona do Euro, ambos no segundo trimestre.

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Randon (RAPT4) apresenta forte resultado, mas sinaliza desaceleração - Outro sólido desempenho da companhia, com o crescimento da produção de veículos pesados puxando as vendas tanto na divisão montadoras quanto em autopeças. O reajuste de preços também contribuiu para a alta de 28% no faturamento líquido do trimestre. Houve diluição dos custos fixos, fato que aliado à implementação de medidas para ganho de eficiência propiciaram o avanço de 60% no Ebitda consolidado, com ganho de 3,2 p.p. na margem. Já o resultado final foi beneficiado pela menor despesa financeira e por uma mudança nas normas contábeis e, com isso, mais que dobrou em doze meses. Contudo, a companhia anunciou que vislumbra um desaquecimento da demanda interna, o que deve afetar a carteira de pedidos no 4T19 e no início de 2020. Ainda assim, suas ações devem responder de forma marginalmente positiva ao balanço.

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Números da Alupar (ALUP11) aquém do esperado - O resultado da companhia foi afetado neste trimestre pelo corte de 50% na receita anual permitida de dois empreendimentos, conforme previsto em contrato de concessão, bem como pelo menor volume de alocação de energia no segmento de geração. Com isso, o Ebitda regulatório sofreu queda de quase 9% frente ao 2T18 e a margem foi 6 p.p. inferior na mesma base de comparação. Destaque para a entrada em operação da Etap em abril, com nove meses de antecedência frente ao cronograma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e impacto positivo de R$ 14 milhões neste trimestre. De toda forma, suas ações devem responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

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Margem e lucro da Sanepar (SAPR11) recuam - Com o crescimento de 1,6% e 4,6% no número de ligações de água e esgoto, respectivamente, e os reajustes tarifários aplicados em maio de 2018 e 2019 o faturamento da companhia avançou frente ao 2T18. Entretanto, a alta dos dispêndios com materiais de tratamento, energia elétrica e provisões mais do que compensou esse efeito. Assim, o Ebitda ficou estagnado e a margem foi cerca de 3 p.p. inferior. O lucro líquido recuou mais de 8%, também em reflexo da maior despesa financeira no trimestre. Suas ações devem responder de forma marginalmente negativa.

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Frota e venda de veículos em alta na Movida (MOVI3) - O crescimento de 31% da frota total favoreceu o desempenho na área de aluguel de veículo e também em gestão e terceirização de serviços. Em seminovos, houve um novo recorde de volume, com 16 mil carros vendidos neste trimestre (contra 8 mil no 2T18). Com isso, o Ebitda avançou 30% e a margem foi 3 p.p. maior em um ano. Esperamos reação positiva da MOVI3 ao longo do pregão hoje.

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Resultado da Trisul (TRIS3) melhora - O volume de vendas líquidas foi 62% superior ao registrado no 2T18, parte em razão do acréscimo de 16% nas unidades lançadas e outra em função da venda de unidades prontas. Esse maior dinamismo também ocasionou na alta dos custos administrativos e comerciais, fato que aliado a provisões operacionais limitou o ganho de rentabilidade, mesmo diante da elevação de 43% no Ebitda ajustado. Suas ações devem responder de forma positiva ao balanço.

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Hapvida (HAPV3) reporta desempenho positivo - A receita líquida do 2T19 apresentou crescimento de 15% quando comparada ao 2T18, influenciada, principalmente, pelo crescimento de 6,0% no número de beneficiários de planos de assistência médica, com aumento de 8,5% no ticket médio, além do crescimento de 8,8% no número de beneficiários de planos de odontológicos. O índice de sinistralidade total também apresentou melhora, com redução de 1,1 p.p. em um ano. O Ebitda subiu 28% com ganho anual de 2,2 p.p. na margem, tanto em razão do crescimento das vendas quanto pela redução de efeitos extraordinários. O lucro líquido aumentou 51% na mesma base de comparação. Esperamos reação positiva no pregão de hoje.

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Qualicorp (QUAL3) tem bons números neste 2T19 - A receita líquida apresentou variação positiva de 3% contra o 2T18, em reflexo do incremento na base média de beneficiários ao longo do trimestre. O Ebitda ajustado cresceu 14%, com melhora de margem, devido à redução nos custos com serviços e com perdas de crédito. Por fim, o lucro líquido avançou 25% frente ao 2T18. Por conta do bom desempenho, esperamos reação positiva de seus papéis no pregão de hoje.

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Bons negócios!

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Coinvalores

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