Dia morno, com mercado de olho nos balanços

Quarta-feira sem novidades lá fora, na Europa a inflação veio ligeiramente acima do esperado, mas bem abaixo da meta do BCE.

Opinião do Analista / 13:14 - 17 de jul de 2019

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Bom dia.

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Pacote de estímulos e de privatizações em destaque - O mercado segue atento ao anúncio de medidas de estímulo econômico, como a liberação do FGTS e PIS/Pasep, conforme sugerido por Paulo Guedes. Estimativas do ministro da economia apontam para uma injeção mínima de R$ 44 milhões com tais medidas. Ademais, fica no radar o pacote de privatizações, bem como a provável venda de participações acionárias pelo BNDES. Ainda hoje, Bolsonaro e Guedes participam da cúpula dos Estados do Mercosul, na Argentina. Contudo, o noticiário político deve seguir escasso, diante do recesso parlamentar, abrindo espaço para a maior influência do mercado externo sobre a Bolsa paulista. O IPC da Fipe desacelerou para 0,10% na segunda semana de julho, com a contínua deflação em alimentos e transportes e arrefecimento dos custos com habitação.

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Dia morno, com mercado de olho nos balanços - Dia sem grandes novidades lá fora, na Europa a inflação veio ligeiramente acima do esperado, mas bem abaixo da meta do BCE, deixando o caminho livre para estímulos monetários e no Reino Unido a inflação veio em linha com a meta do BoE, deixando basicamente qualquer cenário como possível em meio às incertezas em relação ao Brexit. Mercados estão bem próximos da estabilidade lá fora, em dia de leve realização, com o mês de julho ainda muito positivo. Com agenda mais inexpressiva, investidores ficam de olho nos resultados corporativos, com o Bank of America como destaque antes da abertura. Até agora, a maior parte das empresas tem entregado lucro acima do esperado pelo mercado.

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Petrobras (PETR4) deixará operações no Uruguai - Em meio às disputas decorrentes das concessões Conecta e da Distribuidora de Gás de Montevideo, no Uruguai, a Petrobras e o presidente do país, Tabaré Vázquez, chegaram a um acordo para por fim aos litígios pendentes, mediante o encerramento das respectivas concessões até o próximo dia 30 de setembro. Cabe lembrar que em abril a petrolífera anunciou o desejo de deixar as operações, que acumulam perdas de mais de US$ 116 milhões nos últimos 15 anos, e demandaram aportes de outros US$ 112 milhões no período. A influência da novidade sobre os papéis da companhia, entretanto, deve ser apenas marginalmente positiva.

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Alpargatas (ALPA4) vende seu negócio têxtil na Argentina - A companhia deixará de atuar no mercado argentino, no setor têxtil, a partir de 1º de outubro, decorrente a venda de sua subsidiária para Carlos Wizard. Vale mencionar que Wizard já havia adquirido a marca Topper na Argentina da própria Alpargatas, em setembro de 2018, quando foram pré-estabelecidos os temos para o acordo de aquisição do negócio têxtil. A venda foi pelo valor aproximado de US$ 14,4 milhões. Como a operação já era esperada, sua influência deve ser marginalmente positiva.

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Eternit (ETER3) emitirá novas ações - A companhia irá emitir até 2,3 milhões de ações a R$ 2,43. A oferta está prevista no plano de recuperação judicial. Os acionistas da companhia terão o direito de preferência na subscrição.

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Bons negócios!

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