Dia das Crianças: tíquete médio deve ser inferior ao de 2018

Análise pondera que 'retomada do poder econômico ainda não atingiu plenamente as famílias brasileiras'.

Conjuntura / 12:01 - 8 de out de 2019

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Levantamento da Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada em comércio eletrônico, mostra que as famílias devem movimentar o varejo digital com as compras para o Dia das Crianças: ao todo, o faturamento gerado deve ser de R$ 2,7 bilhões, aumento de 24,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O estudo considera o período de 28 de setembro a 11 de outubro.

"Cada vez mais pessoas buscam por comodidade na hora de consumir. Além dos preços competitivos muitas vezes encontrados no varejo digital, a vantagem de comprar sem sair de casa tem atraído cada vez mais brasileiros para o ambiente digital na hora de presentear. A consolidação de cada vez mais varejistas atuando de forma sólida nesse ambiente também contribui para aumentar a confiança do consumidor, engajando um público cada vez maior com o comércio eletrônico", afirma André Dias, diretor-executivo do Compre & Confie.

De acordo com o levantamento, devem ser realizados 7 milhões de pedidos com foco no Dia das Crianças, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o tíquete médio das compras deve ser ligeiramente inferior ao do ano passado: R$ 392,70 (queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2018).

"A retomada do poder econômico ainda não atingiu plenamente as famílias brasileiras, fator que colabora para a queda no tíquete médio. Ainda assim, pode-se observar que o decréscimo foi relativamente pequeno, se descontados fatores como a inflação, por exemplo. Ou seja, o consumidor continua disposto a comprar itens semelhantes, com baixa variação no seu valor final", finaliza Dias.

 

Carga tributária - Segundo levantamento efetuado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em torno de 40% do valor dos brinquedos é representado por tributos. Quando o consumidor compra um brinquedo tradicional como bonecas, carrinhos ou um jogo educativo, 39,7% do preço final é representado por tributos.

Sobre a compra de uma simples bola de futebol incide 48,49% de tributos, e, de outros produtos que também vendem bastante na época, a carga tributária ultrapassa 50% do preço final como no caso dos jogos - 72,18%; tênis importados - 58,59%; patins, patinetes e skates - 52,78%. Já sobre os artigos de vestuário e sapatos, incide 34,67%, enquanto que os livros 15,52%, teatro e cinema 20,85%, estes detêm a menor carga tributária.

Por sua vez, sobre a compra de um ipad importado 59,32% do preço é representado por tributos; smartphone importado - 68,76%; celular - 39,80% e de um notebook: 24,30%.

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