Dia das Crianças: diferença de preço dos brinquedos chega a 200%

Conjuntura / 10 Outubro 2017

Com a proximidade do Dia das Crianças, o comércio se prepara para a sua terceira melhor data em números de vendas. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a expectativa é que a data movimente R$ 7,4 bilhões, 3,4% a mais do que em 2016 o que representará o melhor dos últimos quatro anos.

Por isso a Proteste, Associação de Consumidores, elaborou uma pesquisa com 280 brinquedos feita em 45 lojas. Entre bonecas, personagens de desenhos animados, videogames entre outros, a diferença entre os preços chega a 200%. A pesquisa foi feita no Rio de Janeiro, mas boa parte das lojas pertence a redes nacionais, que praticam o mesmo preço em todas as praças do país.

Entre lojas físicas e virtuais, a variação chega a 48% com vantagem para a compra via internet, mas o consumidor deve ficar atento à data de entrega, para não frustrar os pequenos.

Segundo o levantamento, o consumidor deve pesquisar bastante o preço antes de comprar, tanto em lojas virtuais quanto nas físicas. Com isso, é possível encontrar bons preços. Programe-se para visitar várias lojas pois a diferença de valor chega a 200% em alguns casos: "é importante ficar de olhos em liquidações. A compra virtual é quase sempre mais barata e há várias ferramentas de comparação disponíveis para facilitar".

A Proteste também lembra que, se possível a preferência é pagar à vista, pois os valores são menores (sem juros) e evita o endividamento com uso do cartão de crédito e que, na hora de comprar o produto, é sempre indicado levar folders com preços de outras lojas para tentar uma negociação.

"Uma opção é trocar a marca famosa por uma mais barata, porém é essencial observar itens de segurança e qualidade dos produtos que devem ter certificação do Inmetro. No caso de optar por uma bicicleta da marca Verden Bikes ao invés da Caloi, a economia é de R$93,79, comparando preços mínimos virtuais. A mesma situação se aplica para a boneca Baby Alive, caso o consumidor opte por uma Polly, o que resulta em economia de R$ 122,99; também existe a opção de encontrar ofertas em mercados populares. No Rio os mais conhecidos são: Saara e Mercadão de Madureira, assim como a região da 25 de Março em São Paulo. Há lojas e magazines com bom preço e brinquedos seguros para as crianças; livro de colorir, bola, conjunto de panelinha, bonecos e carrinhos sempre fazem bastante sucesso e costumam ser opções mais baratas, podendo ser encontrados em modelos simples por valores baixos, como R$ 10 a R$ 30, adequando-se aos orçamentos mais restritos", diz o levantamento.

Além das dicas de compra, os pais devem estar atentos a qualidade dos brinquedos.

 

Gastos neste ano serão bem menores em comparação com 2016

Pesquisa realizada entre 30 de setembro a 2 de outubro, pela plataforma de varejo mobile Aondeconvem revelou que 29% menos consumidores comprarão presentes no Dia das Crianças deste ano. A pesquisa foi respondida por mais de 7 mil usuários.

Em 2016, a mesma pesquisa apurou que 86% dos pesquisados fariam compras na data. Este ano, 57% dos entrevistados planejam comprar presentes para esta data.

Quando questionados sobre o tipo de presente a ser comprado, 56,5% menciona que comprará brinquedos e 22,5% vestuário, indicando uma mudança muito grande em relação ao tipo de presente escolhido comparando com os resultados de 2016. Naquele ano, 94,5% planejaram comprar brinquedos e 2,5% vestuário.

Em relação ao montante a ser gasto com presentes nesta data, 31% dos participantes deve gastar até R$ 50, 36% planejam gastar entre R$ 50 e R$ 100, e 20% gostaria de desembolsar de R$ 100 a R$ 200. Comparando com os resultados de 2016, houve uma baixa em relação à faixa entre R$ 100 a R$ 200, já que no ano passado, 30% dos entrevistados se preparavam para gastar esse montante.

A decisão de compra do melhor presente está baseada nos quesitos: preços (44%), seguido da qualidade do produto (28%), possibilidades de descontos (17%), facilidade na hora de fazer o pagamento (8%) e localização do ponto de venda (3%).

Entre os 7.626 participantes deste levantamento, 69,74% é do sexo feminino, e 30,26% masculino.