Desigualdade aumenta no segundo trimestre

Renda cai para os mais pobres e sobe para os mais ricos.

Conjuntura / 22:44 - 18 de set de 2019

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As famílias de renda muito baixa tiveram queda de 1,4% nos seus rendimentos médios reais no segundo trimestre deste ano, enquanto o segmento mais rico da população registrou elevação salarial de 1,5%. O aumento da desigualdade foi captado pela Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente disse à Agência Brasil que essa desigualdade ocorreu pela composição de dois movimentos distintos. O primeiro é que os indivíduos que habitam domicílios de renda mais alta tiveram ganhos nominais de salários maiores. Segundo, a inflação no período foi maior para as famílias de mais baixa renda.
No segundo trimestre de 2019 houve impacto maior dos reajustes de energia elétrica, das tarifas de ônibus e dos medicamentos para as pessoas de renda mais baixa. “Em 2019, a gente teve alta de preços em itens que pesam muito na cesta de consumo dos mais pobres, e isso ajuda a explicar porque essas famílias tiveram queda de salário”, explicou.
A informalidade também fez aumentar a desigualdade. De acordo com a técnica, o trabalhador na faixa que remunera até menos de um salário mínimo, em geral, é o informal e está no que se chama de bico e, por isso, tem os menores ganhos salariais. 
 

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