Desemprego foi a maior causa da inadimplência no Rio no trimestre

Principais meios de pagamento que levaram consumidores ao SPC foram: cartão de lojas, carnês de crediário, cartão de crédito e pré-datado.

Rio de Janeiro / 10:57 - 4 de jun de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O desemprego (55,7%) ainda é a principal causa da inadimplência no comércio carioca, seguido pelo costume de emprestar o nome a terceiro (20%), furto ou extravio de documento (14,3%), descontrole nos gastos (11,4%) e queda da renda (5,7%).

As conclusões estão na pesquisa Perfil do Inadimplente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que ouviu 500 consumidores que procuraram o Serviço Central de Proteção ao Crédito da entidade para regularizar o nome nos meses de janeiro/fevereiro/março. Dos entrevistados 51,4% são mulheres, 22,2% trabalhavam no comércio, 36,1% têm entre 21 e 40 anos, 44,4% têm renda familiar de R$ 1 mil e R$ 2,1 mil, 72,2% tiveram o nome incluído no cadastro por dívida junto ao comércio, 58,3% pela compra de roupas e calçados, 27,8% pretendem quitar o débito usando recursos do próprio salário, 41,7% estão otimistas em relação à melhoria da sua situação financeira em 2019 e 33,3% pretendem fazer novas compras assim que quitarem seus débitos.

Segundo o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, os principais instrumentos de pagamento que levaram os consumidores à lista do Serviço Central de Proteção ao Crédito foram o cartão de lojas (51,4%), carnês de crediário (24,3%), cartão de crédito (21,4%) e cheques pré-datados (10%).

- O comércio é o setor que mais sofre principalmente as lojas de eletrodomésticos que vendem com prazos mais longos - explica.

Ainda de acordo com ele, foram poucas as mudanças em relação à pesquisa anterior (realizada em outubro do ano passado).

- O desemprego continua sendo apontado como a principal causa da inadimplência dos entrevistados, seguido pelo hábito de emprestar o nome. A novidade é que mais de 40% acreditam na melhoria da condição financeira este ano e que pretendem fazer novas compras.

O número de entrevistados com mais de um carnê (29%) e com mais cheques sem fundo (14%) também cresceu, o que revela o aumento da reincidência por parte dos consumidores. Os cheques pré-datados continuam representando um percentual expressivo (28,6%) do total de cheques sem fundos. Roupas e calçados (51,4%) e os eletrodomésticos (28,6%), são os principais produtos comprados, seguidos por móveis (24,3%).

O salário, com corte de gastos, vai ser usado por 62,9% dos entrevistados para pagar os débitos, sendo que 11% pretendem utilizar a poupança. Entre os pesquisados, 45,7% pretendem fazer novas compras a prazo nos próximos meses, 37,3% não pretendem e 17% não sabem.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor