Desaprovação a Macri sobe 18% em seis meses

Internacional / 07:40 - 28 de jun de 2016

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, desagrada a cerca de 43% da população local, revelou uma pesquisa divulgada esta semana. O resultado representa um aumento no índice de desaprovação de 18% desde que ele assumiu o poder, há pouco mais de seis meses. Segundo pesquisa de opinião realizada a pedido do jornal "La Nación", somente 19% dos argentinos consideram boa a situação do país, sendo que para 39% o atual panorama é regular. Em dezembro de 2015, seu discurso de otimismo e de que corrigiria todos os erros cometidos pelos anos de kirchnerismo no poder contagiaram a população. Meses mais tarde, o país ainda sofre com os efeitos da crise financeira, aumento nos índices de inflação, assim como de impostos - batizados de "tarifaços" - e uma onda de desemprego. Desta forma, neste mesmo período, sua aprovação caiu cerca de 15 pontos, ainda que permaneça alta (56%). Os argentinos não parecem perder o otimismo, no entanto, e seis em cada dez pessoas acreditam que a situação do país estará melhor no período de um ano. O diretor da Poliarquia, consultoria responsável pela pesquisa, Alejandro Catterberg, explica que "a sociedade avalia de forma crítica e com grande preocupação a atual conjuntura, mas, ao mesmo tempo, mantém expectativas elevadas em relação ao futuro". A sondagem foi realizada entre os dias 2 e 15 de junho por telefone com mais de mil pessoas. Anfavea celebra equilíbrio de acordo com Brasil Os governos do Brasil e Argentina concluíram as negociações sobre o comércio setorial após rodada final de negócios realizada em 23 e 24 de junho em Brasília, firmando renovação do acordo automotivo até 2020, com a instalação de agenda de trabalho cujo foco será a integração produtiva e comercial equilibrada que possibilite o livre comércio. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, destaca a importância do equilíbrio destas negociações: - Um acordo com horizonte de médio e longo prazo é fundamental para dar mais previsibilidade ao planejamento e segurança na definição de investimentos. Por esta razão avalio de forma muito positiva a conclusão das negociações pelos governos, que demonstraram equilíbrio e maturidade ao enxergar a relação de complementariedade produtiva entre os países e prever agenda de trabalho visando ao livre comércio. Pelo acordo, a relação entre o valor das importações e exportações - conhecida como flex - não deverá superar 1,5 no período de cinco anos, considerando 1º de julho de 2015 a 30 de junho de 2019. Para cada US$ 1,5 exportado do Brasil para Argentina, US$ 1 deve ser importado. Nos últimos 12 meses do acordo - que termina em 2020 - o flex subirá para 1,7, com prévio acordo entre os países e desde que alcançadas as condições para o aprofundamento da integração produtiva e o desenvolvimento equilibrado de estruturas produtivas e de comércio. Com informações da Agência Brasil, citando a Ansa

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor