Depois de previsões imprecisas Morgan tenta ser mais otimista

Técnicos do banco norte-americano reconhecem que subestimaram a agressividade da resposta dos bancos centrais.

Acredite se Puder / 17:58 - 18 de nov de 2019

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Depois de não terem tido precisão nas previsões para este ano, os analistas do Morgan Stanley divulgaram relatório estimando que as ações e os títulos de dívida de empresas dos Estados Unidos devem registar um desempenho inferior ao de outros mercados em 2020, vendo maior potencial de crescimento nos mercados japonês e de países emergentes ou espaço para algumas reclassificações dos múltiplos devido à queda de riscos políticos, na Europa.

Os técnicos do banco norte-americano reconhecem que subestimamos a agressividade da resposta dos bancos centrais, o declínio na inflação em mercados desenvolvidos e mercados emergentes, que tornaria isso possível, e a disposição dos mercados de pagarem múltiplos muito mais altos, mesmo com o crescimento negativo dos lucros globais e tal posicionamento não previu a alta de 22% no MSCI., E com uma ponta de despeito dizem que são céticos quanto ao facto de os bancos centrais repetirem o truque.

As previsões são as seguintes: a) declínio modesto do índice S&P 500 dos 3.120 pontos atuais para 3.000 pontos até o final do próximo ano; b) índice MSCI para os mercados emergentes atinge 1.150 pontos, contra os 1.050 atuais; c) as principais recomendações no mercado cambial em 2020 passam por posições longas no euro, libra britânica, rupia indiana e dólar da Nova Zelândia; d) a cotação do barril de petróleo Brent deve baixar de US$ 63,00 para US$ 60,00 e d) a cotação média do ouro deve subir de US$ 1.466,00 para US$ 1.511,00.

 

Trump não cede e pessimismo volta a dominar

O pessimismo voltou aos mercados, principalmente os de ações, com os sinais emitidos pela China que ficou difícil alcançar entendimento inicial com os Estados Unidos, pois Donald Trump, não parece querer ceder na questão da retirada de tarifas aplicadas a produtos chineses, segundo a informação de um funcionário do governo chinês para a CNBC. Os presidentes das duas potências apertaram as mãos no início de outubro e concordaram em negociar um acordo inicial e limitado, como primeiro passou para chegar a um entendimento comercial mais abrangente. Dois meses depois, nada foi resolvido. O motivo é que a China quer que os Estados Unidos removam as tarifas aplicadas aos produtos importados de Pequim, de forma faseada, e mostrou-se empenhada em fazer o mesmo. No início deste mês, o ministro do Comércio da China, Gao Feng, disse que os dois países tinham chegado a acordo para que esta retirada ocorresse, mas foi desmentido pelo presidente norte-americano que afirmou que não existia nenhum entendimento sobre o assunto. A guerra comercial já dura quase dois anos. A EUA impuseram tarifas de um total de US$ 500 bilhões em produtos da China, que respondeu com a aplicação de US$ 110 bilhões em bens norte-americanos importados.

 

Fábrica portuguesa de caixões pede falência

No ano passado, em Portugal, numa população de 10,29 milhões, só morreram 113 mil pessoas, o que significa média de 310 por dia. No país, no entanto, funcionam 1.380 agências funerárias que, naquele ano, faturaram aproximadamente € 240 milhões, dos quais € 117 milhões foram pagos pela Segurança Social, através do subsídio por morte. Aparentemente, tais números revelam uma atividade florescente. Ledo engano, pois a Gab - Indústria de Urnas Funerárias, Lda, de Ponte de Sor, por dever € 386 mil, dos quais € 171 mil ao Fisco, teve seu pedido aprovado pelos credores no Processo Especial de Revitalização em maio de 2015, mas quatro anos depois, pediu falência. O pitoresco é que além do imóvel de 3 mil metros quadrados, avaliado em € 143 mil, apresentou para leilão um lote de 80 caixões funerários, cujo preço mínimo é € 8 mil.

 

Vale entra no mercado futuro chinês

A Vale é a primeira mineradora estrangeira a assinar contrato para venda de minério com a Shandong Laigang Yongfeng Trade, baseado em preços futuros da bolsa de Dalian, conforme comunicado publicado no site da bolsa chinesa. O acordo básico de negociação entre Vale e Laigang Yongfeng adota “preço futuro + base” como preço de liquidação, com a Brazilian Blend Fines como a mina escolhida e o porto de Qingdao Qianwan como local de entrega.

 

Passivo ambiental da Braskem

O risco ambiental da Braskem pode gerar um passivo de R$ 1,7 bilhão, de acordo com a opinião dos analistas do Morgan Stanley que, no entanto, preferem aguardar o pronunciamento da empresa.

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