Demissões aumentam na indústria paulista

Alta de 1% do PIB manufatureiro impulsionaria crescimento em 2%.

São Paulo / 22:37 - 16 de ago de 2019

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A indústria paulista fechou 3,5 mil postos de trabalho de junho para julho. Com isso, o saldo de empregos acumulado do ano ficou negativo, com queda de mil vagas. Os dados foram divul-gados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Esta redução já era esperada para o mês de julho, conforme havia sido sinalizado pela pesquisa Sensor. O avanço na agenda das reformas pode dar fôlego ao crescimento da economia, gerando emprego no setor industrial”, acredita José Ricardo Roriz, segundo vice-presidente da Fiesp.
Segundo a pesquisa Nível de Emprego da Indústria de Transformação de São Paulo, o setor de veículos automotores, reboques e carroceria foi o que mais fechou vagas de emprego, com 2.163 postos de trabalho a menos, seguido pelos ramos de couro e calçados (-966) e de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-565).
Do outro lado estão o setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios, que abriu 499 vagas, seguido pelos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (349) e celulose, papel e produtos de papel (305).
Com um peso menor da indústria nacional no PIB, o crescimento da economia brasileira vai ladeira abaixo, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A eleva-ção média do PIB foi de 7,4% em 1947-1980, caiu para 2,2% em 1981-2018 e não deve chegar a 1% em 2019, segundo estimativas dos especialistas.
Em 2018, a parcela da indústria no PIB, de 11,3%, chegou a seu ponto mais baixo desde 1947. O Iedi estima, a partir de dados entre 1947-2018, que uma alta de 1% do PIB manufatureiro impulsiona crescimento de 2% das demais atividades econômicas.
 

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